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Hélder Duarte antevê dificuldades no relvado da Soalpo frente ao Textáfrica

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Pela décima jornada do Moçambola 2024, a Associação Black Bulls desloca-se ao terreno do Textáfrica numa partida marcada para este Domingo. Na antevisão, o treinador da ABB, Hélder Duarte, mostrou-se confiante para voltar com os 3 pontos, contudo, reconheceu as dificuldades de enfrentar a turma agora orientada pelo João Chissano.

Por Artur Manhique

“Vai ser um jogo muito complicado por tudo que está envolto ao jogo. O campo é difícil, os adeptos são muito calorosos, criam um ambiente sempre hostil para as equipas que vêm de fora”, afirmou Hélder Duarte.

 

Outro factor que mereceu uma avaliação negativa do técnico português são as condições do relvado do Campo da Soalpo, sublinhando que será um dos jogos mais difíceis do ano devido ao elevado grau de dificuldade para impor o seu jogo.

 

“O relvado, infelizmente, não está nas melhores condições pelas análises que fizemos dos últimos jogos em casa do Textáfrica. Temos ingredientes para termos um jogo com grau de dificuldade muito elevado, vai ser muito difícil colocarmos em prática o que é o nosso jogo. Acredito que vai ser um dos jogos mais difíceis que vamos ter este ano”, destacou Duarte.

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Num relvado que Hélder Duarte descreve como “impossível de jogar”, o técnico português salientou que teve que mudar os métodos de treino com vista a se adaptar ao campo.

 

“Hoje o treino foi bater, luta, muitos poucos toques, tentar aproximar os jogadores, receber, deixar de frente e esticar. É impossível jogar ali. Mas não me vou queixar disso, porque depois vocês vão se agarrar a isso, vão dizer que o mister já está a arranjar desculpas. Quando não tens um bom campo para jogar, que é o nosso paradigma, jogo interior, jogo entre linhas, bola de passe, de pé para pé, é impossível jogar”, enfatizou Hélder Duarte.

 

Recentemente, a selecção moçambicana de Sub-17 falhou a participação no torneio Cascais em Sub-17 por falta de vistos de entrada em Portugal e Hélder Duarte explicou que seria uma mais valia para os jovens moçambicanos.

 

“Infelizmente ontem soube que a selecção sub-17 não viajou. Acho que é uma pena. Espero que as coisas se consigam contornar e eles consigam viajar. Porque acho que é um encontro bastante importante a nível de selecções da CPLP, e também porque em Portugal vai estar lá muito o empresário, muito a mostrar o que é a qualidade dos nossos jogadores”, concluiu.

 

Quem também reconheceu as dificuldades do encontro frente ao “Fabris do Planalto” é o guarda-redes Texeira, sem deixar destacar as condições do relvado.

 

“Vai ser um jogo difícil. Vamos ao campo do primeiro campeão nacional que temos aqui em Moçambique. Esperamos um jogo difícil. É um adversário difícil de combater. Já vimos o Ferroviário de Maputo jogar lá. Foi um jogo muito difícil em que tiveram que se adaptar ao relevado. Que é um pouco difícil de jogar lá.

 

Texeira, tem dividido a titularidade da baliza da Black Bulls com o internacional moçambicano Ernan Siluane, e Texeira compartilhou que a concorrência tem sido saudável.

 

“Tem sido uma disputa. Mais do que pela baliza, tem ali uma amizade, uma familiaridade entre os colegas e os guarda-redes que nós temos tentado colocar em dia. Cada um pode ser titular. Dependendo do trabalho, a escolha do mister. Mas continuamos focados naquilo que é o nosso objectivo”, contou Texeira.

 

No encontro deste domingo, a Black Bulls, líder do campeonato, vai enfrentar um Textáfrica que não perde a quatro jogos e vem acumulando uma série de resultados positivos.

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