desporto mocambicano

Novo negócio das transmissões televisivas agradam clubes que querem receber mais

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O novo acordo das transmissões televisivas que foi rubricado esta quinta-feira, 16 de Fevereiro, entre a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e a StartTimes foi antecedido por várias etapas de discussão e que envolveram os clubes participantes do Moçambola que estão satisfeitos com o encaixe dos 400 mil dólares (cerca de 26 milhões de Meticais) que anualmente entrarão nos cofres da LMF. Porém, os 12 participantes no Moçambola querem que as transmissões desta prova na televisão possam significar o encaixe de mais dinheiro, para que possa engordar os cofres dos clubes tal e qual acontece em outras paragens em que as receitas de televisão sustentam campeonatos e as formações participantes.

 

Por Redacção LanceMZ

 

Jeremias da Costa, Vice-Presidente do Costa do Sol e representante dos clubes no acto da assinatura do novo contrato, começou por dizer que “para as equipas do Moçambola este acordo significa esperança, tendo em conta que é um operador mais robusto comparativamente aos operadores anteriores”.

 

Costa revelou que este acordo tem uma sensação agridoce para as formações que tomam parte no principal campeonato do futebol moçambicano, ao afirmar que  “como porta-voz dos clubes posso dizer que estamos contentes pela assinatura do acordo, mas não satisfeitos, acreditarmos que pela uso dos da marca dos clubes, dos seus activos, dos seus atletas merecíamos receber mais, mas no entanto reconhecemos que as condições do mercado são essas, é um ponto de partida e temos esperança que num futuro possamos receber mais”.

 

ACORDO PARA ATRAIR NOVOS PARCEIROS

 

O nosso interlocutor referiu que este acordo vai ser um boa ajuda para cobrir as necessidades financeiras para movimentar o Moçambola tendo em conta que “o orçamento da Liga são cerca de 80 milhões de Meticais e este acordo vai cobrir entre 30 a 40 por cento das necessidades, fazendo cálculos apercebemo-nos que sobra muito pouco para os clubes, mas acreditamos que pelos direitos televisivos deveríamos ter outros números ainda mais num contrato de dez anos, embora seja rateado de quatro em quatro anos mais dois, mas percebemos que o nosso mercado ainda não é grande coisa”.

 

Os clubes queixam-se que pouco ou quase nada tem caído nas suas contas no que concerne aos valores que advém da cedência dos direitos de transmissão televisiva do Moçambola, algo que esperam seja melhorado.

 

“Este contrato é melhor, visto que dos anteriores contratos praticamente não recebemos nada, todo bolo que era concedida a Liga os clubes repassavam a LMF que era para garantir um Moçambola sem sobressaltos, portanto só clube até agora ainda não receberam um único centavo, é só para verem de onde partimos pelo que acreditamos que com este acordo possamo receber algum valor, na medida em que a Liga poderá conseguir atrair outros parceiros de forma a que este acordo possa livrar alguns fundos para os clubes, mas pelos cálculos que fizemos continuam muito aquém das nossas necessidades”, disse Jeremias da Costa.

 

O Moçambola tem um orçamento de cerca de 80 milhões de Meticais dos quais boa parte é destinado ao pagamento das despesas do transporte aéreo. A organização da prova debate-se de um défice enorme que levou a redução de número de participantes para 12  o que nas contas dos gestores da prova permitir a uma redução significativa do défice, de 28 milhões de meticais para cerca de 18 milhões, este último que seria coberto na totalidade a partir de 2022, conforme ficou assente com a entrada em vigor de um novo modelo de financiamento da prova máxima. (LANCEMZ)

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