desporto mocambicano

Militares continuam em greve reclamando sete meses de salários em atraso

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Os jogadores do Matchedje de Maputo continuam em greve iniciada na última segunda-feira, 14 de Agosto, em reivindicação de sete meses de salários em atraso, uma paralisação por tempo indeterminado e que poderá colocar em causa a realização do jogo da 15ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol – Moçambola 2023, frente ao Ferroviário de Nampula, aprazado para o próximo domingo, 20, no Estádio 25 de Junho, na capital do norte.

 

Por Redacção LanceMZ

 

Desde o início da greve o treinador Abineiro Ussaca viu-se impedido de preparar devidamente o jogo contra os “Axinenes”, pois apenas oito dos dez jogadores com estatuto de funcionários do Ministério da Defesa, ou seja, militares, é que compareceram aos treinos, alguns dos quais com mazelas relativas ao último jogo disputado com o Ferroviário da Beira.

 

Aliás, essa partida com os “locomotivas” do Chiveve foi a última que os jogadores dizem ter disputado sem ver a cor do dinheiro que lhes foge dos bolsos desde o início da temporada, dado que o prazo que foi solicitado pela Direcção do clube para resolver este pendente findou muito antes do último fim-de-semana.

 

A direcção do Matchedje está sem soluções para esta crise que afecta o clube e ainda esta semana escreveu, por sua vez, para as entidades de tutela, nomeadamente Estado Maior-General das Forças Armadas de Defesa Moçambique e o Ministério da Defesa Nacional (MDN), informando sobre a situação.

 

SINDICATO LAMENTA APATIA DAS ENTIDADES DO FUTEBOL

 

Entretanto, esta quinta-feira, 17 de Agosto, os capitães e membros da equipa técnica do Matchedje de Maputo manteve um encontro com o Presidente do Sindicato Nacional dos Jogadores de Futebol, Tony Gravata, com o objectivo de encontrar saídas para este imbróglio.

 

Gravata lamentou o facto de as entidades que se responsabilizam pela movimentação do futebol no país mostrarem-se apáticos a esta situação, que repete-se a cada ano no Campeonato Nacional de Futebol. O Presidente do Sindicato disse não compreender como este tipo de situação ainda se verifica no futebol moçambicano, tendo em conta que um dos critérios para o licenciamento dos clubes é ligado ao lado financeiro.

 

A Liga Moçambicana de Futebol ainda não se pronunciou sobre uma iminente gazeta do Matchedje ao jogo do próximo domingo em Nampula. Caso se verifique poderá ser uma mancha grave para o Moçambola 2023 que busca motivos para a sua credibilidade junto dos seus parceiros.


Refira-se que o Matchedje de Maputo necessita mensalmente o valor de cerca de 700 mil Meticais para fazer face as despesas salariais e outras no Moçambola, sendo que os sete meses em dívida perfazem o montante de cerca de 4.9 milhões de Meticais. (LANCEMZ)

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