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Iminente desistência de Moçambique do acolhimento dos Jogos da AUSC R5

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Está em dúvida a realização em Moçambique, concretamente na cidade de Maputo, dos Jogos do Conselho Superior do Desporto da União Africana Região 5 (AUSC R5) no mês de Dezembro do próximo ano. O elevado custo que acarreta o acolhimento destes jogos, estimado em 21 milhões de Dólares Americanos para a realização do evento desportivo para jovens com idade igual ou abaixo de 20 anos, associado ao facto de Moçambique ter sido assolado por intempéries como é o caso do ciclone Fredy e a realização de várias actividades nacionais como as Eleições Gerais de 2024 colocam dúvidas, mas do que certezas, se o país vai acolher esta competição pluridesportiva.

 

Por Redacção LanceMZ

 

Este facto está a merecer atenção nos encontros sectoriais, nas diversas especialidades, que decorrem em Maputo desde o último domingo, 7 de Maio, que visam preparar a reunião dos Secretários Permanentes da AUSC Região 5, no atinente às estratégias e planos de desenvolvimento a curto, médio e longo prazo, visando o desenvolvimento do desporto, que vai decorrer em Maputo entre os dias 12 e 14 de Maio.

 

Em Conferência de Imprensa ocorrida nesta quarta-feira, 10 de Maio, o Secretário Permanente da Secretaria de Estado do Desporto, Júlio Mendes, referiu que ainda não há uma decisão definitiva sobre este assunto, estando a decorrer contactos junto do Conselho Superior do Desporto da União Africana Região 5, para se analisar todos aspectos relativos ao impacto e a capacidade do país de acolher este evento.

 

“A experiência de Moçambique é de conseguir fazer o seu trabalho de organização de eventos mesmo em situações  críticas, basta recordar o que aconteceu nos X Jogos Africanos que o país acolheu em 2010 por conta da desistência da Zâmbia, conseguimos organizar os jogos em tempo muito curto. Neste momento temos este desafio que é bastante importante, há um trabalho em curso, análise muito profunda para ver se acolhemos os jogos que não acontecem apenas naquela semana competitiva e estamos a ter o apoio da estrutura da AUSC para querer compreender os muitos desafios que temos e avaliar os prós e os contras deste processo, pelo que estamos esperançosos de que tudo possa acontecer de forma positiva, mas este regresso dos jogos ao país 20 anos depois de termos acolhido a primeira edição acontece numa altura em que aconteceram fenómenos incontroláveis pela natureza e estamos a fazer esse exercício de articulação para que possamos encontrar um meio-termo e a breve trecho penso que teremos uma decisão definitiva da organização ou não do evento”, disse Júlio Mendes.

 

Apesar de reconhecer as dificuldades e os desafios que o país enfrenta, o Secretário Permanente da SED não admitiu a possibilidade de desistência muito menos do acolhimento da prova, mas deixou transparecer que essa situação (da desistência) está iminente de acontecer, tendo sido definidos vários cenários sobre a realização dos jogos.

 

“Nós colocamos vários cenários sobre a organização dos jogos, vão compreender que Moçambique tem muitos desafios no próximo ano, como são os casos do regresso da realização dos Jogos Escolares, e temos que participar em alguns eventos desportivos importantes, para além a realização do processo eleitoral e diversas actividades inerentes à vida do país, pelo que estamos a articular se as datas propostas para Dezembro se elas se ajustam a agenda do país, estamos a avaliar se todo cenário de movimentação do país irá criar espaço para o acolhimento dos jogos e a organização está a ajudar-nos nessa avaliação, pelo que é não é uma questão de os jogos estarem em risco ou não é uma questão de ponderação de vários factores para ver qual é a melhor solução tanto para Moçambique como para a região sem criar muitos problemas ao país”, referiu Mendes.

 

AUSC RECONHECE DESAFIOS DE MOÇAMBIQUE E COLOCA NAMÍBIA EM PRONTIDÃO

 

Para o Director Executivo da AUSC R5, Stanley Mutoya, a questão da desistência ou não de Moçambique ainda não foi avaliada, porém a organização já indicou a Namíbia para poder acolher o evento em caso de eventual desistência do país que fora indicado no final dos jogos decorridos o ano passado no Malawi.

 

“Em Julho passado estivemos aqui em Maputo a assinar um protocolo relativo à organização dos jogos em Moçambique no próximo ano de 2024 e a realização dos jogos incluem vários processos e engajamentos para que possam ocorrer e quando preparamos o evento não preparamos apenas para o país anfitrião, nessa perspectiva incluímos a Namíbia como outro país que pode acolher os jogos, o que não quer dizer que o vosso país não vai organizar os jogos, mas faz parte dos nossos regulamentos que devem estar preparados dois países para acolher o certame”, começou por explicar Stanley Mutoya para depois acrescentar que “que em relação a organização dos jogos em Moçambique até aqui nada mudou, mas no nosso processo passa por analisar várias situações como é o caso dos ciclones que devastaram Moçambique, pelo que o nosso engajamento é olhar para todos estes elementos para ver como podemos realizar os jogos e estes encontros que decorrem aqui em Maputo vão também analisar esta questão, pelo que ainda não significa que Moçambique desistiu de acolher a competição porque a natureza da nossa competição requer a consulta entre a região e o país o anfitrião, assim que for concluído todo processo tomaremos uma decisão, sem criar uma má imagem e grande peso para o país considerando os constrangimentos mencionados”.

 

Os Jogos da AUSC R5 são um evento pluridesportivo promovido pelo Conselho Superior do Desporto da União Africana, Região 5 designado por AUSC R5, na qualidade do braço desportivo da União Africana, que tem como objectivo utilizar o desporto como um veículo para alcance da paz, da integração, encorajamento das pessoas a desenvolverem, unirem – se independentemente da cor, status económico, político, de classe ou género. (LANCEMZ)

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