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Guerreiros de Sinoia conquistam cinco medalhas de ouro e África rendida ao potencial moçamabicano

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Moçambique fez história no Campeonato Africano de Boxe de Elite ao conquistar cinco medalhas de ouro como fruto do trabalho árduo encabeçado pelo Seleccionador Nacional, Lucas Sinóia, que conseguiu colocar os pugilistas Alcinda Panguana (66-70 kg), Rady Gramane (70-75 kg), Yassine Nordine (47-48 kg), Armando Sigauque (54-57 kg) e Albino “Solomone” Gabriel (80-86 kg) no topo de África que está rendida ao potencial da nobre arte praticada no país.

 

Por Alfredo Júnior e Jaime Machel (Fotos)

 

Quando em Agosto último durante os XXII Jogos da Commonwealth a Associação Internacional de Boxe (AIBA) e o seu braço africano desafiaram o país a organizar o Campeonato Africano que há cinco anos não se realizava, estava-se longe de se imaginar que esta seria a confirmação do trabalho que se tem vindo a desenvolver no pugilismo moçambicano.

 

Sem grandes apoios, tanto do sector público como do privado, o Presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel da Barca Júnior, decidiu abraçar o desafio que foi assumido timidamente pelas entidades governamentais que respondem pelo desporto no país, que aceitaram a ideia apresentada pelo Presidente da Confederação Africana de Boxe, mas com um pé atrás dado o tempo escasso para a sua preparação.

 VEJA O RESUMO DOS COMBATES DE ALCINDA E RADY

A responsabilidade de preparar a Selecção Nacional foi colocada nos ombros de Lucas Sinoia, que coadjuvado por Carlos Custódio, convocou 19 pugilistas para integrarem a lista final que representaria Moçambique na mais importante competição do boxe africano.

 

O Pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane engalanou-se para receber perto de 25 países que vinham a Maputo para arrecadar as medalhas de ouro, prata e bronze que pela primeira vez significavam encaixar chorudos prémios monetários, ou seja, 10 mil dólares (cerca de 600 mil Meticais) para o primeiro lugar, 5 mil (cerca de 300 mil Meticais) para o segundo classificado e 2.5 mil (150 mil Meticais) para o terceiro posto.

 

O início da prestação de Moçambique nesta prova não foi de todo feliz, o pugilista Tiago Muxanga (medalha de prata nos Jogos da Commonwealth) foi eliminado precocemente o que fez com que alguns cépticos torcessem o nariz, sobre o que seria a presença do país anfitriao nesta prova.

 

CINCO FINAIS E CINCO OUROS CONQUISTADOS

 

Porém, Lucas Sinoia sempre se manteve sereno e confiante no seu trabalho, tendo confidenciado ao LanceMZ que o melhor ainda estava por vir. Não nos enganou, pois as dúvidas sobre o potencial do boxe moçambicano começou a confirmar-se nas meias-finais  com a entrada em cena dos pugilistas nacionais mais cotados.

 

E na tarde e noite de sábado veio a confirmação, com Alcinda Panguana a conquistar o primeiro ouro batendo  a congolesa Brigitte Mbambi, logo a seguir Rady Gramane não deu hipóteses a argelina Djouher Benan que saiu do ringue em lágrimas, seguindo-se Yassine Nordine que não vacilou perante o camaronês Marcial Wouang, para logo a seguir Armando Sigauque provar que e demolidor de gigantes perante o queniano Samuel Njau finalizando a noite épica com a prestação irrepreensível de Albino “Solomone” Gabriel que derrubou o camaronês Arouna Ntosengeh pugilista olímpica que veio dos Estados Unidos da América e ficar rendido a capacidade dos moçambicanos que conquistaram as cinco finais que tiveram pela frente.

 

Para além das cinco medalhas de ouro há a destacar duas de bronze, conquistadas por Helena Bagão e Paulo Jorge Brito que levaram para casa 2.5 mil dólares e que completam a lista dos pugilistas que estiveram em destaque nesta prova de elite africana.

VEJA O RESUMO DOS COMBATES DOS MOÇAMBICANOS 

É obra que leva o nome de um dos treinadores mais cotados ao nível do continente africano, Lucas Sinoia que sem grande condições conseguiu preparar verdadeiros guerreiros que se tornaram pela primeira vez campeões africanos e que tem como meta chegar aos Jogos Olímpicos Paris 2024 caso tenham o devido apoio para a sua preparação. (LANCEMZ)

 

 

Conheça os 25 países e 24 campeões africanos

 

 

Um total de 25 nações tomar parte no Campeonato Africano de Boxe de Elite da AFBC, a saber:  Argélia, Botswana, Burundi, Camarões, Cabo Verde, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Egipto, Guiné Equatorial, Eswatini, Guiné, Quénia, Mali, Maurícias, Marrocos, anfitrião Moçambique, Senegal, Seychelles, Serra Leoa, Somália, África do Sul, Sudão, Uganda e Zâmbia.

 

A lista dos vencedores do Campeonato Africano de Boxe de Elite da AFBC

 

FEMININOS

 

48kg: Margret Tembo, Zâmbia

 

50kg: Roumayssa Boualam, Argélia

 

52kg: Reine Laure Ngoune, Camarões

 

54kg: Sara Haghighat-Joo, Serra Leoa

 

57kg: Keamogetse Sadie Kenosi, Botswana

 

60kg: Felistars Nkandu, Zâmbia

 

63kg: Imane Khelif, Argélia

 

66kg: Ichrak Chaib, Argélia

 

70kg: Alcinda Panguane, Moçambique

 

75kg: Rady Adosinda Gramane, Moçambique

 

+81kg: Khadija Mardi, Marrocos

 

MASCULINOS

 

48kg: Yassine Nordine Issufo, Moçambique

 

51kg: Patrick Chinyemba, Zâmbia

 

54kg: Tiisetso Matikinca, África do Sul

 

57kg: Armando Rugoberto Sigauque, Moçambique

 

60kg: Andrew Chilata, Zâmbia

 

63,5kg: Louis Richarno Colin, Maurício

 

67kg: Jugurtha Ait Bekka, Argélia

 

71kg: Hamza El-Berbari, Marrocos

 

75kg: David Tshama, República Democrática do Congo

 

80kg: Peter Pita Kabeji, República Democrática do Congo

 

86kg: Julio Gabriel Albino, Moçambique

 

92kg: Paul Donatien Kond, República Democrática do Congo

 

+92kg: Rezk Mostafa Hafez Yousry, Egito

 

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