desporto mocambicano

Academia quer estar ao serviço do basquetebol, atletismo e do futebol da Black Bulls

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O desporto está cada vez mais ligado à ciência e Moçambique pretende deixar de ser uma ilha este quesito. Para o efeito, a Escola Superior de Ciências do Desporto (ESCIDE) da Universidade Eduardo Mondlane, a maior do país, rubricou três acordos com igual número de entidades desportivas, com o objectivo de colocar a academia ao serviço do basquetebol, atletismo e futebol moçambicano.

 

Por Redacção LanceMZ

 

A ESCIDE pretende que a ciência do desporto saia da teoria que é lecionada diariamente nas suas salas de aulas e vá de encontro à prática que se assiste nas três modalidades tendo para tal rubricado acordos com entidades que lidam com a movimentação dessas actividades desportivas.

 

Com efeito, acordos nesse sentido já foram firmados com a Federação Moçambicana de Atletismo, da Federação Moçambicana de Basquetebol e a Associação Black Bulls, instituições que pretendem tirar proveito dos quadros formados nesta instituição e que podem contribuir com os seus conhecimentos científicos adquiridos na academia para o desenvolvimento do desporto nacional.

 

Para a área do futebol, a ESCIDE escolheu a Black Bulls, uma nova colectividade em crescendo no panorama desportivo nacional e que pretende aliar as suas potencialidades aos conhecimentos científicos existentes na universidade, bem como colocar as suas instalações desportivas ao serviço da academia.

 

FEDERAÇÕES E CLUBES COMO LABORATÓRIOS DE PESQUISA DO ESCIDE

 

Para o Director da ESCIDE, Paulo Gumende, os acordos firmados com a FMA, FMB e ABB revelam que “não devemos falar de desporto se aliar a ciência, todas entidades desportivas pelas actividades que desenvolvem constituem para nós um laboratório de pesquisa e muito se aprende extramuros a universidade”.

 

Gumende referiu que os acordos se enquadram na “componente da extensão universitária e estas parcerias servem para dar o contributo do lado científico para o desporto e tudo passa para que tanto do lado da ESCIDE assim como da comunidade estejamos sincronizados para o desenvolvimento do desporto à escala nacional”.

 

Os acordos foram rubricados à margem da Mesa Redonda que marcou a abertura do ano académico na Escola Superior de Ciências do Desporto da Universidade Eduardo Mondlane. (LANCEMZ)

 

“Infraestruturas da ABB estarão ao serviço da academia” – Inácio Soares, Representante da Black Bulls

 

“É um momento marcante para a nossa colectividade, tendo em conta que a Black Bulls é um clube novo no panorama futebolístico em Moçambique, mas que em pouco tempo já conseguiu marcar a diferença na forma como trabalho e naquilo que são as suas infraestruturas e na sua forma de tratar a modalidade, daí que era um passo natural ligarmo-nos a academia, naquilo que é o conhecimento teórico e nas metodologias de treinamento. É importante para a Black Bulls estar perto daquilo que é a parte teórica para depois estejamos mais preparados quando chegarmos à parte prática. E é com naturalidade que nos unimos a UEM que é uma universidade de muito prestígio não só ao nível de Moçambique, mas também ao nível de África, para que os estudantes possam aplicar na prática aquilo que são os seus conhecimentos nas nossas instalações e nós podermos ajudar na formação destes futuros profissionais do desporto para que moçambique possa evoluir na área desportiva, é um protocolo em que ganhamos todos e por final vai ganhar o país que vai ter profissionais que estarão melhor preparados para as competições que terão pela frente no seu dia-a-dia”. 

 

 

“Queremos aliar a prática do basquetebol à ciência” – Roque Sebastião, Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol

 

“Este memorando assinado com a ESCIDE vai permitir aliar a prática do basquetebol à ciência, através desta parceria poderemos atingir esse desiderato. Queremos deixar claro e de forma indelével que os estudantes formados nesta universidade possam abraçar actividades no concreto na nossa federação, não só relativo aos trabalhos ligados à sua formação, mas também fazendo parte da gestão da entidade que dirigimos, bem como a outros actores do movimento associativo. Creio que este tipo de parceria ajuda de grande modo ao basquetebol e ao desporto no geral. E como primeiro sinal da nossa parceria, deixamos ficar aqui algumas bolas que poderão ser utilizadas no âmbito da formação dos estudantes. Acreditamos que doravante poderemos trilhar caminhos que estão ligados à ciência no que diz respeito à gestão da nossa modalidade que é o basquetebol”. 

 

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