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PCA dos CFM ameaça cortar apoios aos Ferroviários e não quer sócios arruaceiros

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O Clube Ferroviário de Maputo tem uma nova Direcção e que passa a ser presidida por Arnaldo Manjate, recentemente eleito para dirigir os destinos do clube para os próximos anos. A tomada de posse do novo elenco aconteceu na última quarta-feira, 6 de Setembro, na presença de Agostinho Langa Júnior, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, patrona do clube, que lançou avisos sérios à família “locomotiva” para  “valorizar cada centavo que é colocado à disposição do clube”, exigindo que o clube apresente resultados desportivos que justifiquem o investimento feito, sendo que caso a conquista de títulos no Moçambola não aconteça nos próximos anos o apoio pode mesmo ser cortado. 

 

Por Alfredo Júnior

 

É um novo ciclo que começa no Ferroviário de Maputo que há 13 de Outubro de 2024 vai completar 100 anos desde que foi fundado por um grupo de trabalhadores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, sendo que actualmente a colectividade continua a sobreviver graças ao esforço dos cerca de 6 mil funcionários que contribuem para a existência e sobrevivência dos vários Ferroviários.

 

Este facto foi recordado por Agostinho Langa Júnior que falando logo após a tomada de posse de Arnaldo Manjate referiu que “há cerca de seis mil trabalhadores, neste momento, que trabalham nos Caminhos de Ferro e que contribuem com o seu suor para que os Ferroviários existam. Se não souberem valorizar este esforço, nós não hesitaremos em cortar os apoios que damos a qualquer que seja o Ferroviário deste país. Se não souberem valorizar este esforço que a empresa faz, não hesitaremos em cortar o apoio”, avisou o PCA dos CFM. 

 

APOIO NÃO É PARA ALIMENTAR ARRUACEIROS

 

A massa associativa “locomotiva” tem pouca força no que diz respeito ao investimento para o dia-a-dia do clube, daí que Agostinbo Langa Júnior fez questão de frisar que a contribuição dos sócios é diminuta e eles devem dignificar o investimento feito.

“Saibam, todos, e também para os sócios, já agora, os Ferroviários existem graças aos Caminhos de Ferro de Moçambique.  Não é fruto da contribuição dos sócios que os Ferroviários existem.  Há cerca de seis mil trabalhadores, neste momento, que trabalham nos Caminhos de Ferro e que contribuem com o seu suor para que os Ferroviários existam. Não é fruto da contribuição dos sócios que os Ferroviários existem”, recordou o Presidente da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Ainda se dirigindo aos sócios, o Presidente da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique apelou para que a massa associativa abandone atitudes que em nada dignificam a empresa patrona e ao clube, sobretudo quando os resultados desportivos não vão de acordo com os interesses da colectividade.

“Não damos apoio aos Ferroviários para alimentarem arruaceiros. Eu fico envergonhado quando vejo gente a fazer confusão, a insultar, partir coisas e partir estádios dizendo que são sócios do Ferroviário”, chamou a atenção Agostinho Langa Júnior.

Os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique alocam mensalmente o valor de cerca de 110 mil dólares americanos (cerca de 7 milhões e 150 mil Meticais), daí que Arlindo Langa Júnior exige que os resultados desportivos reflictam este investimento, particularmente no futebol, modalidade na qual o título de campeão há anos tem fugido ao clube “locomotiva”.

“Não faz sentido o Moçambola ter 12 equipas, e metade dessas equipas serem Ferroviário e não conseguirmos ser campeões nacionais. Então, nós temos seis ferroviários e não conseguimos ser campeões?”, questionou. E completou o seu fio de raciocínio: “Meus caros, nós queremos ver o Ferroviário de Maputo ou um dos ferroviários ser campeão neste país”. 

 

ESTÁDIO DA MACHAVA REABILITADO E REQUALIFICADO

 

Por outro lado, Langa Júnior abriu as portas para que o Ferroviário tenha outros parceiros: “é necessário que o clube saiba ir buscar outros patrocínios. Temos muitas infra-estruturas. Semana passada, tivemos um encontro com empresários que se mostraram interessados em explorar parte das infraestruturas que nós temos aqui. Nós dissemos sim, avancem. Valorizem estas infra-estruturas, não tenham medo de fazer parcerias. A empresa autoriza que façam isso, mas não vendam activos do clube e dos Caminhos de Ferro. Busquem mais dinheiro para o clube. E, assim, nós teremos mais disponibilidade financeira para reabilitarmos o Estádio da Machava e todos outros campos que os Ferroviários têm no país. E que, realmente, a partir do próximo ano, o Ferroviário seja o primeiro clube neste país.”

Ainda no campo das infra-estruturas, o Presidente do Conselho de Administração dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, assegurou a reabilitação e requalificação do Estádio da Machava que voltará a estar operacional no próximo ano.

 

“O Estádio da Machava é superior ao Ferroviário de Maputo. Por isso, a reabilitação e requalificação do Estádio da Machava é da responsabilidade da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique. E nós queremos entregar, se tudo correr bem, até o fim do próximo ano um estádio moderno e se calhar melhor que o Estádio Nacional do Zimpeto”, disse Agostinho Langa Júnior. (LANCEMZ)

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