desporto mocambicano

Paragem de 33 dias com sabor agridoce para treinadores do Moçambola

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 Uma paragem de 33 dias é o que o Campeonato Nacional de Futebol, vulgo Moçambola 2022, vai observar para dar lugar a presença da selecção nacional de futebol, Mambas, no Torneio COSAFA 2022, bem como para a primeira eliminatória de acesso ao CHAN-2023. Para a primeira competição, os Mambas só entram em cena no próximo dia 13 de Julho quando defrontarem a África do Sul para os quartos-de-final do torneio regional, enquanto que para o também designado CAN-Interno o combinado de todo nós, tem o primeiro compromisso agendado para entre os dias 22 e 24 deste mês (primeira mão) e para os dias 28 e 30 de Julho (segunda mão), devendo defrontar a Zâmbia na primeira eliminatória de acesso a esta prova.

 

Após mais de um mês de paragem, perspectiva-se que o Campeonato Nacional de Futebol regresse no fim de semana de 7 e 8 de Agosto, para dar lugar a disputa da sétima jornada da maior prova futebolística moçambicana.

 

Vai ser uma interrupção nunca antes vista, sobretudo por acontecer numa altura em que o Moçambola entrava para uma fase animada em que as equipas começavam a ganhar ritmo competitivo, depois de um início tardio da competição, aliás a separação do término do Moçambola 2021 e o início da edição deste ano foi de mais de seis meses, um defeso considerado de exagerado para um futebol que se quer profissional e competitivo.

 

Esta será a segunda paragem a observar no Moçambola, que no final do mês de Maio e início de Junho, ficou interrompido por três semanas, também para dar lugar a preparação e presença dos Mambas nas duas jornadas inaugurais da fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações que terá lugar em 2024 na Costa do Marfim.

 

CLUBES COLABORARAM APESAR DE NÃO SER DATA-FIFA

 

Se a primeira paragem foi aceite naturalmente pelos agentes do Moçambola, a interrupção que vai observa-se a partir de 5 de Julho não é recebida de bom tom, pois treinadores ouvidos pelo LanceMZ consideram que a mesma tem sabor agridoce, sobretudo pelo facto de a primeira competição a que os Mambas estarão envolvidos não se enquadrar nas Datas-FiFA, previstas no calendário futebolístico nacional, por isso não obrigando a que os clubes cedam os seus jogadores às selecções dos respectivos países.

 

Quem está com uma pulga atrás da orelha são as Direcções dos 12 clubes do Moçambola pelo facto de terem que encontrar formas para honrarem com os compromissos salariais de jogadores, equipas técnicas e de apoios que estarão um mês sem estarem envolvidos em provas oficiais.

 

Apesar destes constrangimentos que vem acrescer ao facto de o Moçambola ser uma competição curta por ter apenas 12 clubes, os clubes acabam colaborando com o interesse nacional que passa por ver os Mambas a prepararem-se de forma condigna para representar da melhor forma o país nas competições a que estarão envolvidas no mês de Julho. (LANCEMZ)

 

“Vamos perder ritmo, mas respeitamos o interesse nacional” - Antoninho Muchanga, Treinador do Ferroviário de Lichinga

 

“Vamos fazer dois jogos da Taça de Moçambique, na quinta-feira e no domingo, vamos procurar recuperar os jogadores lesionados para voltarmos mais fortes para o fecho da primeira volta. Esta paragem de 33 dias é um pouco má para os clubes, é o resultado do calendário do nosso futebol, mas acho que poderíamos jogar mais uma jornada na próxima semana, tendo em conta que o compromisso da selecção não está inserido na Data FIFA que obriga a longa paragem. Porém, trata-se de uma causa nacional que são os Mambas, há que respeitar. Vamos trabalhar para não perdermos o ritmo. Trabalhar neste ritmo de para-joga-para é muito complicado, vamos perder o ritmo e as que não tinham ritmo vão ganhar...é muito complicado, mas é o interesse nacional que temos que respeitar.”

 

 

“É uma paragem prejudicial para treinadores e jogadores” - Tiago Machaisse, Treinador-adjunto do Costa do Sol

 

“Esta paragem é claramente difícil para os treinadores e jogadores, pois sabemos que o nosso campeonato é curto por ter 12 equipas, fazer três jornadas e parar um mês para depois fazer mais duas rondas e voltar a parar mais de um mês é complicado para quem luta para fazer o seu o melhor e a busca da melhor forma ao longo da época porque a concentração dos principais intervenientes baixa, pelo que é muito difícil fazermos o trabalho devido para retomarmos a competição enquanto sabemos que estamos no meio da época, pelo que esta paragem é de certa forma  prejudicial. Como treinadores somos obrigados a ir à busca do melhor para os nossos jogadores e jogadores, neste caso temos que reprogramar todo trabalho para podermos colocar a equipas nas melhores condições assim que retomar o Moçambola, o que é complicado”.

 

“A paragem veio a calhar para nós” - Dário Monteiro, Treinador da Liga Desportiva

 

“Esta paragem vai ser muito útil para nós, veio muito à calhar para nós, estamos a cinco jogos sem marcar golos, vamos usá-la para melhorar os índices de concretização, realizando jogo com outras equipas, esperamos que quando regressamos estejamos melhor. Vamos regressar com um jogo diante do campeão em título a Black Bulls. Vamos procurar melhorar, temos uma equipa jovem praticamente composta por jogadores Sub-23, estão a ganhar experiência nos jogos do Moçambola e isso não tem que ser assim, mas vamos procurar realizar jogos, ainda que seja difícil nesta altura tendo em conta que as equipas da cidade de Maputo também estão em competição e com jogos ao meio-de-semana, mas veremos o que fazer para dar competitividade a esta rapaziada. (LANCEMZ)

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