O Clube Desportivo da Maxaquene vai eleger, em breve, uma nova direcção. Para preparar o processo eleitoral, a agremiação da baixa da capital do país vai realizar uma Assembleia Geral Extraordinária, convocada para o próximo dia 17 de Outubro, na sede da colectividade. A marcação desta magna reunião acontece numa altura em que o clube enfrenta uma nova crise financeira, caracterizada pelo atraso no pagamento de salários à sua equipa principal de futebol, que segue na parte inferior da tabela classificativa do Moçambola 2026.
Por Redacção LanceMZ
Com efeito, a Assembleia Geral Extraordinária tem na agenda apenas dois pontos: apreciação e aprovação do Regulamento Eleitoral e eleição da Comissão Eleitoral.
Os preparativos para as eleições no Maxaquene decorrem do facto de a actual direcção, liderada por Abrão Muianga, estar em final de mandato. A direcção foi eleita a 13 de Agosto de 2022 para um mandato de quatro anos, correspondente ao quadriénio 2022-2026.
CRISE SALARIAL NA EQUIPA PRINCIPAL DE FUTEBOL
Entretanto, a equipa principal de futebol dos “tricolores” paralisou as suas actividades como forma de protesto contra a falta de pagamento de salários, que já dura há três meses, segundo revelaram os jogadores à nossa equipa de reportagem.
Os pupilos de Manuel Casimiro exigem da direcção um pronunciamento e o pagamento dos salários em atraso. Perante a falta de respostas, os jogadores optaram por suspender os treinos até que a situação seja regularizada.
A falta de pagamento de salários poderá agudizar a situação e comprometer os objectivos do Maxaquene, que passam pela permanência no Moçambola. Actualmente, os “tricolores” ocupam a última posição da tabela classificativa, com 10 pontos em 19 jogos realizados, fruto de uma vitória, sete empates e 11 derrotas.
A equipa marcou apenas oito golos e sofreu 24.
Na próxima segunda-feira, 12 de Outubro, o Maxaquene recebe o Ferroviário de Lichinga, em partida da 22.ª jornada do Moçambola 2026.
(LANCEMZ)











