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Feizal Sidat defende naturalização de jogadores para reforçar futsal nacional

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O presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, defende a naturalização de jogadores para reforçar a Selecção Nacional de futsal, com o objectivo de elevar a qualidade competitiva da modalidade. A posição surge na sequência da eliminação de Moçambique do Campeonato Africano das Nações (CAN), que decorre em Marrocos, após duas derrotas nas primeiras jornadas, diante de Angola (5-1) e do Egipto (4-0).

Por Artur Manhique

Em reacção ao desempenho da equipa orientada por Nadir Narotam, Sidat reconheceu a necessidade de elevar o nível competitivo do futsal moçambicano, apontando a presença de jogadores que actuam na Europa como um dos factores que distinguem Moçambique de outras selecções africanas.

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“Acho que temos de trabalhar, futuramente, para que possamos ter mais jogadores de qualidade. Nós sabemos que a maioria, como Angola e Egipto, tem jogadores a actuar na Europa. Infelizmente, Moçambique não tem, mas penso que precisamos de melhorar. A qualidade está muito baixa, a qualidade da modalidade em termos de competição está muito baixa”, afirmou.

Como solução, o dirigente defende a identificação e integração de atletas da diáspora moçambicana que actuam no estrangeiro, à semelhança do que acontece no futebol de onze.

“Temos de fazer aquilo que digo sempre: trazer jogadores da diáspora moçambicana para jogarem pelo país. Vocês sabem que, no futebol de onze, a presença desses jogadores marca a diferença. Além dos nossos moçambicanos, os outros também trazem mais-valia”, destacou.

SIDAT NÃO EXCLUI NATURALIZAÇÃO DE JOGADORES PARA O FUTEBOL DE PRAIA

O presidente da FMF considera que esta estratégia deve abranger igualmente o futebol de praia, sublinhando que a integração destes atletas poderá contribuir para o desenvolvimento das modalidades e incentivar os jogadores que actuam no país a melhorarem o seu desempenho.

“Vamos tentar procurar também alguns dos nossos conterrâneos que jogam na primeira ou segunda liga de Portugal ou na Alemanha, nesta modalidade de futsal, e trazê-los para jogar pelo país. Não só aí, também no futebol de praia. Por que não? São moçambicanos como qualquer um. Temos de os trazer, e isso valoriza a modalidade e incentiva também os jogadores aqui da casa a melhorarem a sua qualidade de jogo”, concluiu.

Moçambique tem apostado na integração de jogadores naturalizados na Selecção Nacional de futebol de onze, sendo exemplos disso Ricardo Guimarães, Alfonso Amade, Stanley Ratifo, Diego Calila e Bruno Wilson, entre outros.

(LANCEMZ)

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