Celebra-se esta terça-feira, 7 de Julho, o Dia Mundial do Voleibol, modalidade criada em 1895, nos Estados Unidos da América, pelo professor de Educação Física William G. Morgan.
Por Rosário Rafael
Em Moçambique, o voleibol foi introduzido na década de 1920 e ganhou uma estrutura oficial com a criação da Federação Moçambicana de Voleibol, em 1978. Para assinalar a efeméride, o presidente da Confederação Africana de Voleibol da Zona 6, Khalid Cassamo, e a internacional moçambicana Ana Paula Sinaportar fizeram uma análise ao estado actual da modalidade no país e na região.
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Khalid Cassamo destacou a retoma das competições de selecções nacionais na Zona 6, após vários anos de interrupção.
“Isto enaltece-nos porque estamos a assistir a uma evolução muito significativa. Depois de muito tempo parados, retomámos este ano as competições de selecções nacionais, no Zimbabué, com a participação de quatro selecções. Esperamos que, a partir desta experiência, possamos realizar estas competições todos os anos.”
Por sua vez, Ana Paula Sinaportar defendeu uma maior participação internacional das selecções nacionais, sobretudo no voleibol de pavilhão.
“Precisamos de competir mais e de participar regularmente em provas de selecções. As nossas equipas têm muito talento, mas carecem de mais oportunidades para o demonstrar. Temos participado mais nas categorias de formação e no voleibol de praia, mas é fundamental investir também no voleibol de pavilhão, desde os escalões de iniciados até aos seniores.”
Os dois intervenientes apontaram igualmente os principais obstáculos que continuam a travar o crescimento da modalidade em Moçambique.
Khalid Cassamo considera que as infra-estruturas desportivas são um dos maiores desafios.
“Temos problemas relacionados com o sol, o vento e pisos inadequados, factores que reduzem o potencial dos atletas e a qualidade do espectáculo. Além disso, muitas equipas ainda não estão organizadas como clubes. Melhorando as infra-estruturas e a organização, acredito que o voleibol poderá dar um salto qualitativo.”
Já Ana Paula Sinaportar defendeu melhores condições para a prática regular da modalidade.
“Precisamos de melhores condições de treino. Muitas vezes deixamos de treinar por causa da chuva ou das condições climatéricas. É essencial melhorar os campos e criar condições para que os atletas possam trabalhar de forma consistente.”
Criado como uma alternativa ao basquetebol, mas sem contacto físico, o voleibol expandiu-se rapidamente por todo o mundo e estreou-se como modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964.(LANCEMZ)











