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desporto mocambicano

Assim não Maxacas!Violência verbal ou fisica não é o caminho para resolver os problemas!

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Na segunda-feira, 12 de Outubro, o Campo do Costa do Sol foi palco de momentos de grande tensão entre adeptos do Clube de Desportos da Maxaquene, conhecidos por Maxacas, e jornalistas que se encontravam a cobrir o jogo entre os “tricolores” e o Ferroviário de Lichinga, que terminou empatado sem golos.
 
Por Alfredo Júnior
 
Tudo começou quando um grupo de adeptos do Maxaquene, entre sócios e simpatizantes, exigiu, de forma verbalmente agressiva, explicações ao jornalista da TV Sucesso, Rannylson Afonso. Em causa estava o facto de, no seu programa Sucesso Sport, ter permitido aos comentadores, em especial a Jonas Nhaca, analisarem a crise salarial que afecta o histórico clube da baixa da cidade de Maputo.
As ameaças verbais começaram ainda durante a partida, quando os adeptos se aproximaram da zona da tribuna, onde Rannylson Afonso acompanhava o jogo. A situação prolongou-se até à zona do relvado, onde adeptos enfurecidos impediram a equipa da TV Sucesso de participar na recolha das reacções pós-jogo do treinador Manuel Casemiro, perturbando também o trabalho dos restantes jornalistas presentes no local.
Para acalmar os ânimos, foi necessária a intervenção do editor do LanceMZ, Alfredo Júnior, de alguns dirigentes do Maxaquene e de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que conseguiram evitar que a situação assumisse proporções mais graves. Os incidentes foram documentados em imagens pelo nosso colega Jerónimo Muianga.
Gostaríamos de apelar aos Maxacas para que compreendam que a violência não é a melhor forma de reivindicar seja o que for em relação ao trabalho dos órgãos de comunicação social. Existem vias mais pacíficas e mecanismos legais para manifestar descontentamento, incluindo o direito de resposta, previsto na legislação aplicável à comunicação social.
Somos contra qualquer tipo de violência, verbal ou física, sobretudo no desporto, que deve ser encarado como uma escola de amizade, respeito e convivência.
Por isso, reiteramos aos nossos amigos Maxacas: assim não dá para conviver! E recordamos que os jornalistas não são responsáveis pelas crises financeiras que afectam clubes como o histórico Clube de Desportos da Maxaquene.
O trabalho jornalístico consiste em informar, questionar e analisar os factos de interesse público. A discordância faz parte da liberdade de expressão, mas deve ser manifestada com respeito, sem ameaças nem intimidação. (LANCEMZ)
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