Está à vista a garantia de financiamento para assegurar a realização da 49.ª edição do Campeonato Nacional de Futebol — vulgo Moçambola 2026 — até ao cumprimento das 26 jornadas previstas no calendário da prova, evitando o cenário vivido no ano passado, quando a competição foi interrompida ainda com três jornadas por disputar. A garantia surge na sequência dos contactos que estão a ser estabelecidos com a Jindal Steel, proprietária das minas operadas pela Jindal Resources e pela Vulcan, na província de Tete.
Por Alfredo Júnior
Segundo apurou o LanceMZ, a possibilidade de esta companhia de origem indiana entrar no financiamento do Moçambola 2026 surgiu depois de o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ter recebido em audiência, no seu Gabinete de Trabalho, o presidente da Jindal Steel, Naveen Jindal, a quem foi apresentada, entre várias preocupações, a necessidade de viabilizar financeiramente a competição.
Na ocasião, o presidente da Jindal Steel, Naveen Jindal, referiu que o Presidente Daniel Chapo incentivou o reforço do investimento privado e apontou áreas prioritárias de impacto social, nomeadamente o empoderamento da mulher, a emancipação das raparigas, o desporto, a formação de competências, a educação e a industrialização.
Desde a audiência, realizada há uma semana, têm-se multiplicado encontros entre representantes da Jindal Steel e da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), com vista ao levantamento exacto das necessidades financeiras para garantir a realização da prova até ao fim.
Em causa poderá estar um valor na ordem dos 81 milhões de meticais, correspondente ao orçamento apresentado pela LMF para assegurar as passagens aéreas das caravanas do Moçambola 2026. Deste montante poderá ainda ser deduzido o valor já anunciado por algumas empresas públicas que garantiram o financiamento que permitiu o arranque da competição.
Os números finais e os termos da intervenção da Jindal Steel poderão ser conhecidos nos próximos dias, mas o LanceMZ sabe que já houve aproximações positivas entre a mineradora e a LMF, tendo inclusive sido realizados encontros com as Linhas Aéreas de Moçambique para estudar o modelo de intervenção no Moçambola 2026. (LANCEMZ)









