O Caldeirão do Chiveve esteve ao rubro com o reencontro entre o Ferroviário da Beira e o Maxaquene, em jogo referente à 5.ª jornada do Moçambola 2026. O duelo terminou empatado, mas a primeira parte ficou marcada pela expulsão do treinador “tricolor”, Mauro Jamal, por indicação do 4.º árbitro, facto que provocou protestos do técnico, que se recusou a abandonar o campo. Foi necessária uma intervenção desmedida da Polícia da República de Moçambique, alegadamente em violação dos regulamentos, para que a partida prosseguisse.
Por Redacção LanceMZ
O jogo estava a ser disputado de forma intensa, com as duas equipas à procura do tão desejado golo, mas nem o ataque “locomotiva”, nem os avançados “tricolores” conseguiam alcançar o objectivo que perseguiam.
Se dentro das quatro linhas e nas bancadas o encontro era vivido intensamente, o mesmo se verificava nas zonas técnicas. Foi no calor dessa emoção que o quarto árbitro, Gomes Amisse (da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol de Sofala), chamou o juiz principal, Eugénio Nhatave, que, sem hesitar, decidiu expulsar Mauro Jamal, alegadamente por ter proferido palavras injuriosas.
Ficou instalada a polémica: a palavra de Gomes Amisse contra a de Mauro Jamal, que contestou a expulsão, impedindo a retoma do jogo durante sete minutos. O vice-presidente do Maxaquene, Fernando Simbine, saiu da tribuna para apaziguar os ânimos e persuadir o técnico a cumprir a ordem de expulsão. Quando tudo parecia já controlado, entrou em cena a Polícia da República de Moçambique.
Com o habitual excesso de zelo que tem caracterizado a actuação das forças da Lei e Ordem, Mauro Jamal acabou retirado à força do recinto desportivo pela polícia, que, em tese, não deveria intervir naquela situação. O caso deveria ter sido gerido pelo delegado do jogo, Inácio Bute, que se mostrou incapaz e desconhecedor dos regulamentos ao solicitar a intervenção policial para resolver o imbróglio.
LOCOMOTIVAS EMPATAM DIANTE DO MAXAQUENE
No que diz respeito ao jogo, o Ferroviário da Beira, apesar de vir motivado pela vitória diante do Costa do Sol por uma bola sem resposta na jornada anterior, não conseguiu repetir a proeza frente ao regressado Maxaquene, que sete anos depois voltou a jogar naquele palco.
A equipa visitante mostrou-se mais perigosa ao longo da partida, criando várias oportunidades de golo, pecando apenas na finalização.
Mesmo com o treinador principal a acompanhar o jogo a partir da bancada, o Maxaquene conseguiu resistir e dividir pontos com o Ferroviário da Beira.
Com o empate sem golos, o Ferroviário da Beira mantém-se na liderança do Moçambola, passando a somar 11 pontos, enquanto o Maxaquene continua com apenas 2 pontos, permanecendo numa posição incómoda na tabela classificativa. (LANCEMZ)










