Véron Mosengo-Omba, Secretário-Geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), renunciou ao cargo após repetidos pedidos para a sua destituição e num momento turbulento para o futebol no continente. O nigeriano Samson Adamu foi indicado como Secretário-Geral interino da CAF, ocupando a vaga deixada por Véron Mosengo-Omba, que pretende candidatar-se ao cargo de Presidente da Federação de Futebol da República Democrática do Congo.
Por Redacção LanceMZ
Mosengo-Omba anunciou a sua renúncia, mas a sua saída ocorre no meio de uma crise de confiança na liderança da organização, com crescentes repercussões da decisão de retirar o título do Campeonato Africano das Nações (CAN-2025) ao Senegal e pedidos de investigação sobre alegada corrupção na entidade máxima do futebol africano.
Registou-se recentemente uma onda de críticas à sua permanência como secretário-geral, muito além da idade de aposentação compulsória da organização, fixada nos 63 anos, sobretudo nas redes sociais, mas também por parte de membros do Comité Executivo da CAF, que esteve reunido este fim-de-semana no Cairo, Egipto.
“Após mais de 30 anos de uma carreira profissional internacional dedicada a promover um futebol ideal que une as pessoas, educa e cria oportunidades de esperança, decidi deixar o cargo de Secretário-Geral da CAF para me dedicar a projectos mais pessoais”, disse Mosengo-Omba em comunicado.
“Agora que consegui dissipar as suspeitas que algumas pessoas se esforçaram tanto por lançar sobre mim, posso aposentar-me com tranquilidade e sem restrições, deixando a CAF mais próspera do que nunca”, acrescentou.
“Agradeço sinceramente ao Presidente da CAF, Dr. Patrice Motsepe, às minhas equipas e a todos aqueles que, directa ou indirectamente, possibilitaram que a CAF e o futebol africano organizado alcançassem progressos reais e notáveis. Esperamos que os progressos alcançados sejam duradouros e sustentáveis”, referiu o dirigente.
Mosengo-Omba tem sido uma figura controversa na CAF, acusado por alguns funcionários de criar um ambiente de trabalho tóxico, embora uma investigação, na sequência de queixas da equipa, o tenha ilibado de qualquer irregularidade. O dirigente, de 66 anos, é de origem congolesa, mas possui cidadania suíça e é ex-funcionário da FIFA, tendo sido colega de universidade do presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Embora tenha anunciado a sua aposentação, Mosengo-Omba deverá candidatar-se à presidência da Federação de Futebol da República Democrática do Congo nas eleições dos próximos meses. Caso seja eleito, poderá vir a disputar a presidência da CAF caso Patrice Motsepe renuncie para ingressar na política no seu país natal, a África do Sul, onde é apontado como possível sucessor do presidente Cyril Ramaphosa. Motsepe, no entanto, já negou essa possibilidade. (LANCEMZ)










