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HCB corta custos e desafia LMF a garantir continuidade das premiações do Moçambola

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Os prémios monetários atribuídos no Moçambola poderão sofrer uma redução significativa nas próximas épocas caso a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) não consiga mobilizar novos parceiros para financiar as premiações. O alerta foi lançado pelo presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Tomás Matola, em declarações citadas pelo jornal Notícias.

Por Artur Manhique

Segundo Matola, as dificuldades financeiras enfrentadas pela HCB, decorrentes da redução das receitas provocada por eventos climáticos que afectaram a produção de energia, limitam a capacidade da empresa de continuar a apoiar as premiações nos mesmos moldes dos últimos anos. A empresa patrocinou o Campeonato Nacional de Futebol nas edições de 2024 e 2025, disponibilizando cerca de 20 milhões de meticais por época para premiar clubes e os melhores intervenientes da competição.

“Nós tivemos a iniciativa e demos o pontapé de saída, mas a LMF deve ter também a capacidade de mobilizar outros patrocinadores para tornar estas premiações muito mais sustentáveis. Como se sabe, tivemos uma redução significativa do nível de receitas por causa da situação das cheias e, por conta disso, iniciámos um processo de contenção de custos. Por isso, não temos capacidade para continuar a dar o apoio na mesma magnitude”, afirmou Matola.

Apesar das limitações, o dirigente garantiu que a empresa continuará disponível para apoiar o futebol nacional dentro das suas possibilidades.

“Vamos dar o apoio que pudermos, mas, perante a redução que houver, cabe à LMF encontrar outros parceiros para manter os valores que foram distribuídos nos últimos dois anos”, reiterou.

Nas duas últimas épocas, o campeão nacional recebeu 7,5 milhões de meticais, enquanto o segundo e o terceiro classificados arrecadaram 3 milhões e 1,5 milhão de meticais, respectivamente. Além disso, foram atribuídos prémios individuais aos melhores jogadores, marcadores, treinadores, guarda-redes, árbitros e jornalistas desportivos.

A incerteza em torno da continuidade deste modelo de premiação já se faz sentir na presente edição do campeonato. Disputadas as primeiras cinco jornadas da prova, e ao contrário do que aconteceu nas temporadas anteriores, a LMF ainda não realizou qualquer cerimónia de distinção individual, incluindo a atribuição do prémio de Melhor Jogador em Campo, habitualmente entregue no final de cada jornada.

Resta agora saber qual será a estratégia da direcção da LMF, liderada por Alberto Simango Júnior, para garantir a continuidade de um modelo de premiação que, nos últimos anos, contribuiu para a valorização do campeonato e para o aumento da competitividade entre os clubes do Moçambola. (LANCEMZ)

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