A Assembleia Geral Ordinária da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) aprovou a revisão dos estatutos da instituição, depois das rectificações solicitadas pelo Ministério da Juventude e Desportos. Entre as principais alterações está a possibilidade de as futuras direcções cumprirem até três mandatos, embora permaneça em aberto se a nova regra poderá ser aplicada à actual direcção, liderada por Feizal Sidat.
Por Artur Manhique
O presidente da FMF garantiu que a questão dos três mandatos não encontrou oposição por parte do Governo e que a alteração foi incluída na versão final dos estatutos.
“O Ministério concorda e não tem nenhuma reticência sobre a questão dos três mandatos, não há problemas. O Ministério tem a sua aprovação para fazer e nós também vamos deixar isso para as nossas associações para que façam os três mandatos”, afirmou Feizal Sidat.
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O dirigente explicou ainda que os estatutos foram ajustados para responder às exigências actuais, uma vez que o documento anterior vigora há várias décadas.
“Está tudo aprovado, novamente com algumas rectificações a pedido do Ministério da Juventude e de Desportos, na sua inspecção na área jurídica. Acho que está tudo aprovado do nosso lado, da parte da FIFA e com algumas retificações que fizemos, esperamos que, rapidamente, dentro de poucos dias nos dêem o documento para nós publicarmos no Boletim da República”, disse.
TERCEIRO MANDATO DE SIDAT CONTINUA EM ABERTO
Apesar da aprovação da norma que permite três mandatos, a sua aplicação à actual direcção continua sem uma resposta definitiva, segundo explicou o presidente da Mesa da Assembleia Geral da FMF, Teodoro Waty, que considera que a revisão dos estatutos, por ocorrer durante o actual mandato, poderá não permitir que a actual direcção prolongue o seu ciclo de governação.
“A questão que se põe é: será o terceiro mandato para esta direcção ou não? Esta é uma questão totalmente discutível. Não acredito que, no âmbito de uma revisão estatutária que acontece no meio do mandato, nós tenhamos um mandato a crescer”, disse, acrescentando que “todas as futuras gestões terão três mandatos”.
No entanto, o presidente da Mesa, deixou a decisão em aberto, sublinhando que será necessário aguardar pela publicação do documento.
“Eu não posso, efectivamente, afirmar isso, porque nem sequer os estatutos são aprovados, são publicados. Uma vez publicados, vamos ver exactamente como é que se faz a interpretação no âmbito do tempo”, frisou.
Do lado da Inspecção-Geral do Desporto, a posição é igualmente cautelosa. O Inspector-Geral explicou que o processo de revisão envolveu vários reparos e que a questão dos mandatos foi apenas uma das matérias analisadas.
“Não é só isso. Há aspectos que têm a ver ou têm ligação com a lei do desporto. A forma como são formulados os artigos, a forma como são citados alguns elementos no próprio dispositivo, nós chamámos atenção”, esclareceu, evitando pronunciar-se especificamente sobre a possibilidade de um terceiro mandato para a actual direcção.
A FMF aguarda agora pela publicação dos novos estatutos no Boletim da República, momento que deverá permitir esclarecer definitivamente se a possibilidade de três mandatos poderá ou não ser utilizada pela actual direcção de Feizal Sidat.










