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“Dito Cujo” não tem varinha mágica, mas acredita na qualificação ao CAN-2023

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Voltar a colocar a selecção nacional de futebol a marcar presença na Taça Nações Africanas, também designada Campeonato Africano das Nações - CAN-2023 é o grande objectivo da equipa comandada por Chiquinho Conde, antiga estrela do futebol moçambicano que esteve presente na primeira participar de Moçambique num evento similar ocorrido em 1986. Já lá vão 12 anos que isso não acontece, e Conde que em meados da década 1980 foi apelidado de “Dito Cujo” aquando da sua transferência para o Belenenses de Portugal, sabe que as expectativas são elevadas, mas trata de resfriar os ânimos afirmando: “não tenho a varinha mágica, mas tenho o melhor grupo de jogadores moçambicanos que actua no estrangeiro dispostos a lutar pela qualificação”.

 

Por Alfredo Júnior

 

Chiquinho Conde conhece o esforço que se deve empreender para alcançar tal objectivo que foge a Moçambique desde 2010 quando do CAN que decorreu em Angola, e logo após anunciar a lista dos 23 eleitos para o arranque da campanha de qualificação diante do Ruanda, a 2 de Junho, e Benin, a 8 do mesmo mês, não escondeu o desejo de marcar presença na prova que terá lugar na Costa do Marfim, mas foi cauteloso.

 

“Não trago uma varinha mágica, 12 anos são muita, sei que também nunca tivemos tantos jogadores a jogaram-no estrangeiro e está convocatória espelha mesmo isso, são 12 jogadores a jogarem fora, uns em campeonatos extremamente competitivos e outros nem por isso, mas que tem qualidade mais do que suficiente para integrarem a seleção e poderem devolver essa alegria ao povo moçambicano”,  disse Chiquinho Conde.

 

TODOS JOGADORES ESTÃO MOTIVADOS

 

O timoneiro dos Mambas refere que ambiente no seu balneário é dos melhores que se pode esperar e demita-se uma vontade por parte dos seus jogadores em darem o seu melhor para trazer vitórias para o país.

 

“Sinto um compromisso muito grande da parte de todos convocados, tive o cuidado de falar com todos. A fasquia é muito alta, percebo que as pessoas estão impacientes, mas é preciso dar tempo ao trabalho, as pessoas querem saber de resultados, querem saber de vitórias nós vamos trabalhar por isso e todos dias estamos focados para conquistar vitórias de modo a dar um poucos alegria aos  moçambicanos que bem precisam  e são 30 milhões de potenciais seleccionadores que sofrem, sei que esta convocatória não irá agradar a todos, mas estou nesta cadeira de sonho e tenho a responsabilidade de convocar aqueles que me dão garantias e estou a trabalhar com eles desde a campanha de Novembro de qualificação ao Mundial”,  explicou Conde.

 

JOGAREMOS COM GALHARDIA COM QUALQUER ADVERSÁRIO

 

Analisando as possibilidades dos Mambas no Grupo L de qualificação, Chiquinho Conde atribuiu o favoritismo ao Senegal como a selecção que terminará em primeiro, até porque chega a esta campanha como campeã em título. Mas, isso não significa que o combinado nacional não vai lutar pelos dois lugares que dão direito a qualificação.

 

“Vontade todos nós temos, mas ela só não basta. Sabemos que o Senegal é a campeã africana, tem todo aquele potencial e é a principal candidata, nós vamos ombrear com qualquer adversário com a galhardia de modo a que nós possamos conseguir os êxitos que auguramos”, referiu o timoneiro dos Mambas.

 

Conde voltou a lamentar o facto de os Mambas não poderem jogar em sua casa, afirmando que “com o apoio do público seria diferente, para os jogadores teriam outro ânimo jogando diante das suas família e de tantos gana e admiradores que tem e gostaria de vê-los a joga in-loco, é uma pena, mas temos que inverter este  paradigma de dar os tiros nos próprios pés e dar vantagem ao adversário, pois vamos jogar fora com este dois adversários que estão perfeitamente ao nosso alcance”. (LANCEMZ)

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