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Sidat reponde a Chiquinho: “ninguém é eterno na FMF” e defende naturalizações para reforçar os Mambas

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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) vai continuar a apostar na prospecção e naturalização de jogadores para alargar o leque de opções dos seleccionadores nacionais. O presidente da FMF, Feizal Sidat, respondeu às recentes críticas do seleccionador dos Mambas, Chiquinho Conde, sobre o processo de naturalizações, sublinhando que o objectivo é reforçar o presente e o futuro das selecções nacionais.

Por Alfredo Júnior e Luís Muianga (Fotos)

Falando durante a conferência de imprensa de balanço das actividades do primeiro semestre de 2026, realizada no Auditório Ferdinand Wilson, Sidat afirmou que nenhum dirigente ou treinador permanece para sempre na Federação, pelo que é necessário preparar o futuro.

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“Primeiro, dizer que nem eu, como presidente da Federação, nem os seleccionadores Luís Garreiro, Chiquinho Conde, Saidat, do futebol de praia, ou qualquer outro, somos eternos na Federação Moçambicana de Futebol. Um dia vamos deixar estas cadeiras, mas as selecções nacionais têm de continuar em movimento”, afirmou.

O dirigente explicou que o processo de identificação e naturalização de jogadores é uma responsabilidade da FMF, através do seu Departamento Técnico, e não exclusivamente do seleccionador nacional.

“Nós, como Federação, através do Departamento Técnico, temos feito um trabalho de identificar atletas que possam acrescentar qualidade à selecção nacional. Essa tarefa não cabe apenas ao seleccionador. Ele pode indicar um ou outro jogador, mas cabe à Federação desenvolver esse trabalho. Hoje estou aqui, amanhã o Chiquinho pode deixar de ser treinador e outro assumirá o cargo.”

Sidat defendeu ainda que não devem existir lugares cativos nas selecções nacionais, frisando que a convocatória deve privilegiar os atletas que estiverem em melhor forma no momento.

“Não podemos dizer que já temos um jogador para determinada posição e será sempre ele o convocado. Podemos ter cinquenta jogadores para essa posição. A selecção faz-se com os atletas que estiverem em melhores condições naquele momento e não com base no que aconteceu há seis meses. Se o Bruno Langa estiver em forma, será convocado. Se estiver lesionado ou indisponível por questões disciplinares, temos de ter alternativas. É essa a nossa obrigação.”

O presidente da FMF acrescentou que a Federação está a trabalhar na naturalização de jovens jogadores, alguns com apenas 17 anos, para garantir soluções a médio e longo prazo.

“Estamos a naturalizar jogadores de 17, 19, 20, 21 e até 24 anos, atletas promissores que poderão dar mais-valias à selecção nacional. Basta olhar para países como a Costa do Marfim, que têm dezenas de jogadores seleccionáveis para cada posição. O nosso objectivo é aumentar o leque de escolhas. A decisão final será sempre do seleccionador.”

Bruno Wilson disponível para representar Moçambique

Durante a conferência, Sidat revelou ainda que o defesa-central Bruno Wilson, actualmente ao serviço do FC Ararat-Armenia, voltou a manifestar disponibilidade para representar os Mambas.

Segundo o dirigente, o jogador, que disputa a fase de qualificação para a Liga dos Campeões, entrou em contacto tanto com a FMF como com o seleccionador nacional.

“Não é nossa tarefa convocar jogadores. Nós damos ao seleccionador um conjunto de opções e ele decide. O Bruno Wilson enviou-me uma mensagem a dizer que está disponível para representar o país. Também me disse que contactou o seleccionador nacional e acredito que essa mensagem tenha sido recebida.”

“Temos de pensar no país e não em interesses pessoais”

Sidat terminou apelando ao sentido de responsabilidade de todos os intervenientes do futebol moçambicano, defendendo que o interesse nacional deve estar acima das diferenças pessoais.

“Muitas vezes temos de engolir sapos. Temos de pensar no país e não em interesses pessoais. Já o fiz várias vezes, sempre a pensar na selecção nacional e no que é melhor para Moçambique. Quando contratamos um treinador é para ganhar jogos. Independentemente dos problemas que possa ter, vamos exigir resultados. É isso que queremos: vitórias.”

A Federação Moçambicana de Futebol prepara já os próximos compromissos dos Mambas, que arrancam em Setembro com a fase de qualificação para o CAN-2027. O Senegal será o primeiro adversário de Moçambique na corrida ao Campeonato Africano das Nações, que será organizado conjuntamente pela Tanzânia, Uganda e Quénia. (LANCEMZ)

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