O treinador Daúde Razaque considerou que a União Desportiva do Songo está pronta para o embate deste domingo, 6 de Setembro, diante do Petro de Luanda a contar para a primeira mão da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. O treinador moçambicano, disse que a turma hidroelétrica respeita o potencial do seu adversário, não tendo receio algum em enfrentá-lo, chegando a ironizar sobre o poderio do campeão angolano dizendo: “se eles têm a Sonangol, nós temos e somos a HCB”.
Por Alfredo Júnior
No final do jogo da 19ª jornada do Moçambola em que a União Desportiva do Songo empatou a zero com o Ferroviário de Maputo, o treinador Daúde Razaque não escondeu os objectivos da sua equipa na prova, ao mesmo tempo que apelava para a afluência massiva dos adeptos na tarde de domingo, ao Estádio Nacional do Zimpeto, sustentando que estará em campo o campeão nacional.
“Chegar a fase de grupos é o grande objetivo do clube. É o grande objetivo do país. É importante irmos com a máxima força. Não joga o Songo. Joga o país todo. Joga a Nação. Pedir aos adeptos, às pessoas, aos moçambicanos que adiram ao estádio e que nos apoiem, porque vamos precisar deles mesmo. E eu acho que isto é um momento único”, disse o treinador.
PETRO NÃO É UM PAPÄO
A União Desportiva do Songo vai defrontar o Petro que leva oito presenças na fase de grupos do actual modelo da Liga dos Campeões Africanos, porém para Razaque essa constante presença na fase de grupos não assusta aos moçambicanos.
“Não é nenhum bicho de sete cabeças. Se eles são o Petro, nós somos a UDS. Se eles têm a Sonangol, nós somos a HCB. E vamos tentar representar a empresa no maior patamar possível. E para isso é preciso que estejamos muito concentrados, mas com muito apoio. Por isso pedimos a todo o povo moçambicano que se faça ao estádio, para ver se é o 12º jogador. E espero que seja um bom jogo”, disse o timoneiro dos campeões nacionais.
Porém, em entrevista a RFI, Razaque reconheceu que o Petro de Luanda fez investimentos que de longe superam aos feitos pela União do Songo.
“É uma competição na qual Moçambique já não entra há muito tempo. Defrontamos o Petro, uma superpotência africana porque, em termos de investimento, não temos nada a ver um com o outro. Estou a falar do Petro que tem um investimento muito, muito acima de nós. Eles também se apetrecharam de uma forma diferente no investimento, mesmo na competição africana. Eles têm capacidades para isso. Agora vamos ver dentro de campo se conseguimos, pelo menos, fazer valer a atitude e o querer, que é para ver se conseguimos ser superiores nesse contexto. Eles, em termos individuais, claro que são acima de nós. Eles têm muitos jogadores com referências, com individualidades, mas as individuais não jogam. Vamos tentar, dentro de campo, fazer um brilharete.
FACTOR RITMO COMPETITIVO
Naquele que foi o primeiro teste mais pesado, a anteceder o duelo com o campeão angolano, a União do Songo foi derrotada pela Black Bulls, por 3-1, na noite do último sábado, na Arena Lalgy, no Tchumene, na Matola, em partida a contar para a 18.ª jornada do Moçambola. Daude Razaque quer tirar partido do facto de a equipa moçambicana estar já com um número significativo nas pernas.
“Vão ter quatro jogos oficiais antes de nos defrontar. Talvez seja um factor que jogue para conseguirmos tentar fazer um brilharete. Dentro de campo tudo é possível acontecer. Agora é preciso que nesse dia estejamos inspirados, concentrados, focados, determinados, porque só com essas vertentes é que conseguimos ultrapassar uma superpotência como o Petro.
Caso consiga superar o conjunto angolano, a UDS segue para a Segunda Fase Preliminar. Nessa etapa, o emblema moçambicano enfrentará o vencedor da eliminatória entre o Scotland FC (Zimbabwe) e o Nsingizini Hotspurs (Eswatini), com jogos agendados para o mês de Outubro. (LANCEMZ)











