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Rady Gramane: boxe moçambicano está a evoluir, espero que continuem a investir

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Aos 26 anos de idade, Rady Adosinda Gramane, volta a estar no pódio do boxe internacional. Depois de tê-la feito em Maio, na Turquia, quando conquistou a medalha de bronze no Mundial Feminino, desta feita a pugilista destacou-se nos Jogos da Commonwealth ao conquistar a medalha de prata, um feito que considerou ser feito importante na sua carreira. Gramane espera que os sinais deixados em Birmingham resultem no aumento de investimento na modalidade.

 

Por Alfredo Júnior em Birmingham, com o apoio do COM

 

Ainda assim, Rady Gramane considera que a medalha de prata “não era a que queria, pois queria chegar ao ouro, mas sabia que tinha pela frente a pugilista canadense Tammara Thibeault que é muito experiente e tem uma boa rodagem competitiva”.

 

No seu segundo frente-a-frente com Tammara Thibeualt, Gramane considerou que o seu desempenho “não foi o que esperava, visto que já conhecia a adversária e esperava melhorar o meu desempenho, perante a análise que fizemos da forma de estar em campo da adversária”.

 

“Não foi tarefa fácil combater pela segunda vez com a pugilista, sendo que não melhorei o suficiente para fazer face a ela, pelo que temos que continuar a trabalhar para melhorar o meu desempenho”, disse Gramane.

 

Estes foram os segundos Jogos da Commonwealth a que Rady Gramane participa, tendo a sua estreia registado em Golden Coast, na Austrália, em 2018, ano em que não conseguiu chegar ao pódio, pelo que realça ter melhorado a sua prestação neste evento intercontinental.

 

“Tendo em conta a minha anterior participação, há claramente uma melhoria visto que em Golden Coast fiquei em quinto lugar e agora passei para a segunda posição, há uma melhoria clara, acho que foi uma prestação assinalável”, disse Gramane.

 

QUE HAJA MAIS INVESTIMENTO NO BOXE

 

Gramane considera feito inédito o facto de o boxe ter contribuído para a conquista de três medalhas, sendo duas de prata e uma de bronze, sinais de que a modalidade goza de boa saúde em Moçambique.

 

“O boxe moçambicano está a evoluir, espero que continue assim, mas para tal o investimento deve ser consistente e que tenhamos as melhores condições para a prática da modalidade porque está provado que poderemos chegar a bons resultados ao nível internacional”, disse a pugilista.

 

A ‘boxeur’ agora vai virar as baterias para a qualificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024, pelo que considera ser importante “apostar em conseguir ter uma melhor preparação com jogos de rodagem, pois o sistema de qualificação mudou, temos que tentar participar em vários campeonatos, e que haja mais investimento na nossa preparação”. (LANCEMZ)

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