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Mundial de Boxe: Gramane e Panguana fazem história ao garantirem medalhas para Moçambique

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As pugilistas moçambicanas Alcinda Panguana e Rady Gramana inscreveram na noite de segunda-feira, 16 de Maio, o nome de Moçambique na história do boxe mundial ao vencerem os respectivos combates dos quartos-de-final do Campeonato do Mundo que decorre em Istambul, na Turquia, e asseguraram a conquista de medalhas de bronze para o país, que se tornou na 49ª nação do mundo a alcançar tal feito na história da modalidade.

 

Por Alfredo Júnior

 

Para além de asseguraram as primeiras medalhas para o país, Gramane e Panguane encaixaram 25 mil dólares americanos (cerca de 1.5 milhão de Meticais) e agora candidatam-se à conquista do prémio máximo de 100 mil dólares (cerca de 6 milhões de Meticais) que são atribuídos pela primeira vez pela Associação Internacional de Boxe (IBA, na sua designação em inglês).

 

Alcinda Panguana, medalha de prata dos All Africa Games, confirmou a boa impressão deixada nos combates anteriores, apesar de ter tido uma luta dura contra Cindy Ngamba, da Fair Chance Team, que treina no Reino Unido. Panguane foi cautelosa antes de lançar seus contra-golpes e abordou o jogo de forma inteligente no primeiro round nos quartos-de-final dos médios leves (70kg). 

 

Ngamba, que tem raízes nos Camarões, pressionou um pouco no segundo assalto, mas o veredicto final dependia de seu desempenho no terceiro. Panguane teve a resistência no último “round” para vencer por 3-2 (os juízes atribuíram a pontuação de 27:30 28:29 30:27 30:27 29:28)  e ganhou uma medalha histórica para Moçambique.

 

Agora Alcinda Panguana vai defrontar esta quarta-feira, 18 de Maio, a pugilista do Cazaquistão Valentina Khalzova que nos quartos-de-final derrotou a pugilista da Austrália Kaye Frances Scott por esclarecedores 5-0.

 

Por seu turno, Rady Gramane teve também um combate bem disputado com a ucraniana Karolina Makhno na categoria do Peso Médio 70-75 quilogramas, sobretudo no primeiro assalto em que as duas desferiram golpes uma na outra na tentativa de pontuar.

 

No segundo assalto, Gramane voltou a entrar muito forte e não deu hipóteses à ucraniana que no terceiro “round” foi obrigada a pegar na moçambicana para evitar os golpes fortes. No final a moçambicana foi declarada vencedora por 3-2 (a pontuação dos juízes foi 29:28 29:28 28:29 27:30 29:28), assegurando a segunda medalha para o país, faltando saber qual será a cor.

 

Na quarta-feira, Rady Gramane vai enfrentar a pugilista do Canadá Tammara Thibeault que nos quartos-de-final derrotou a australiana Caitlin Anne Parker por 5-0.

 

Pelo que tem demonstrado nesta competição, em que impressionaram desde o primeiro combate, tanto Gramane como Panguana tem hipóteses de chegar à final nas respectivas categorias. Referir, que no boxe não são disputados jogos de atribuição do 3º e 4º classificados, pelo que são atribuídas medalhas de bronze aos derrotados nos combates das semifinais. (LANCEMZ)

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