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Morreu o Papa Francisco que adorava o futebol, citava princípios olímpicos e usou basquete como metáfora

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Morreu esta segunda-feira, aos 88 anos, o Papa Francisco, de seu nome oficial Jorge Mário Bergoglio, um apaixonado por futebol, aliás um entusiasta dos desportos que fazia questão de citar princípio olímpicos durante os seus discursos religiosos. Na sua juventude, Mário Bergoglio chegou a actuar como defesa e chegou a jogar basquete quando jovem — mas sempre reconheceu que não era hábil competindo. O Papa também gostava de exaltar o desporto e usava expressões de algumas modalidades para transmitir mensagens de forma mais simples.

Por Redacção LanceMZ

Em Dezembro de 2014, o Papa presidiu a Missa dos Desportistas e celebrou o centenário do Comité Olímpico Nacional Italiano (CONI). Na ocasião, parabenizou a entidade e lembrou dos princípios olímpicos.

“O desporto está em casa na Igreja. O lema olímpico, "Citius, altius, fortius", não é um incitamento à supremacia de uma nação sobre outra, de um povo sobre outro povo, nem mesmo à exclusão dos mais fracos e menos protegidos, mas representa o desafio ao qual todos somos chamados, não apenas os atletas: o de assumir o esforço, o sacrifício, para alcançar os objetivos importantes da vida, aceitando os próprios limites sem se deixar bloquear por eles, mas tentando superar a si mesmo”, discursou o Papa Francisco.

O lema citado por Francisco vem do latim e significa "mais rápido, mais alto, mais forte". Consta que ele foi criado pelo padre Henri Didon, amigo do barão Pierre de Coubertin — o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna —, e adotado pelo Comité Olímpico Internacional (COI) em 1894.

“Os princípios-chave da Carta Olímpica têm entre seus principais propósitos a centralidade da pessoa, a defesa dos direitos humanos e a construção de um mundo melhor, sem guerras e tensões, educando os jovens por meio do desporto, sem discriminação, em um espírito de amizade, solidariedade e lealdade. O desporto sempre promoveu o universalismo entre os povos, a paz entre as nações e o respeito à diversidade. Todo evento desportivo, especialmente as Olimpíadas, pode se tornar um canal de força capaz de abrir caminhos novos e, às vezes, inesperados para superar conflitos”, continuou o Papa Francisco naquele discurso de aniversário do comité italiano.

Três anos depois, durante um encontro com padres de Roma na Basílica de São João de Latrão, o Sumo Pontífice usou o basquetebol como metáfora para explicar a missão deles.

“Para um sacerdote, a cruz é como o pé de um jogador de basquete cravado na quadra: faz movimentos para proteger a bola, para encontrar um lugar para passá-la ou para ir em direção ao cesto. Assim, o sacerdote deve girar em torno da cruz”, disse Papa Francisco.

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