Moçambique vai acolher o “World Triathlon Regional Development Cup Bilene”, competição internacional que vai decorrer entre os dias 5 e 6 de Setembro, na vila de Bilene, província de Gaza. O evento vai reunir atletas de vários países e foi antecedido por um seminário técnico para oficiais de triatlo de nível 1.
Por Vanildo Polege
“Ao longo destes dois dias teremos uma excelente oportunidade de aprender, esclarecer dúvidas, trocar experiências e adquirir novos conhecimentos. Por isso, gostaria de incentivar todos a participarem activamente e a aproveitarem ao máximo esta formação. Este seminário também terá uma componente prática, que culminará com a aplicação dos conhecimentos adquiridos na Development Regional Cup, no Bilene, e será uma oportunidade para transformar aquilo que aprendemos aqui em experiência real no terreno”, disse Janete Antunes, presidente da Federação Moçambicana de Triatlo.
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“A prova chama-se Development Cup e é reservada a um determinado nível do ranking mundial e do ranking africano, que é o nosso nível. Não é uma prova aberta a outros países, é apenas para países africanos. Contamos com a participação de quatro países que já confirmaram a presença e um deles já está cá, em Maputo, representado. Ainda temos dois países em ‘standby’, mas, pelo avançar do tempo, estamos a perder a esperança na presença deles”, avançou o director técnico da Federação Moçambicana de Triatlo, Aristides Gumende.
TÉCNICOS CAPACITADOS EM MAPUTO
A formação é ministrada por Anabela dos Santos, representante da World Triathlon, que explicou os objectivos do seminário.
“Esta formação é de nível 1, destinada aos oficiais técnicos e, assim sendo, tudo aquilo de que falamos e ainda vamos falar tem a ver com as regras que temos de implementar e com a necessidade de garantir que sejam cumpridas no triatlo. Serve também para implementar medidas e fazer com que as provas sejam mais seguras para os nossos atletas”, explicou Anabela dos Santos, formadora da World Triathlon.
A presidente da Federação Moçambicana de Triatlo, Janete Antunes, revelou também que existe a pretensão de levar a formação para outras províncias, bem como o desejo de formar não apenas árbitros, mas também treinadores da modalidade.
“Dizer que os nossos oficiais, e não só, isto engrandece a nossa Federação, mas também abre portas além-fronteiras. Então, aproveitem ao máximo. O presidente do Comité Olímpico de Moçambique deixou a indicação de que esta formação não deve ficar apenas em Maputo, mas também deve chegar às províncias. Por isso, a Anabela vai estar connosco no próximo ano e, com certeza, culminará com uma formação de treinadores de nível 1”, avançou.
CINCO PAÍSES ESPERADOS NO BILENE
Já o director técnico da Federação Moçambicana de Triatlo, Aristides Gumende, avançou com a divulgação dos países que já têm presença confirmada, bem como o número de atletas nacionais que vão participar na prova, que reúne atletas das disciplinas de ciclismo, natação e corrida.
“Já está em Moçambique o representante das Maurícias. Vêm o Togo e a Argélia, que chegam hoje, e o Benim chega amanhã. O Quénia e a Zâmbia ainda estão a decidir, mas temos menos esperança quanto à presença deles. Contamos com a equipa de Moçambique, que terá quatro atletas de Maputo e dois da Beira”, avançou.
WORLD TRIATHLON CAPACITA
Por fim, Anabela dos Santos falou ainda dos objectivos da prova e do programa de formação de árbitros internacionais de triatlo promovido pela instituição que representa.
“A World Triathlon, portanto, a Federação Internacional que governa o triatlo, tem um programa de formação de árbitros internacionais. Evidentemente, a Federação não tem árbitros no seu quadro nem funcionários de arbitragem e, por isso, será sempre necessário contar com árbitros de cada país, de cada Federação que acolhe os eventos. O que se pretende com este programa é que todas as provas certificadas pela World Triathlon sejam realizadas da mesma forma e com consistência, garantindo que todos tenham o mesmo conhecimento”, concluiu Anabela dos Santos.
Para além do desenvolvimento das provas de triatlo em solo nacional, a formação visa reduzir a dependência de arbitragem internacional nas competições internas. O objectivo é organizar mais provas com regularidade e formar cerca de 20 oficiais de arbitragem.
(LanceMZ)











