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Maxaquene Inova: novo treinador e reforços promissores impulsionam luta pelo título na Liga Mozal 2025

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Terminou a fase regular da 16ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol – Liga Mozal 2025, uma das mais competitivas das últimas épocas e com surpresas agradáveis para os amantes da bola-ao-cesto nacional, tal é o caso do ressurgimento do Maxaquene, uma das equipas mais tradicionais do basquetebol moçambicano, está a passar por uma transformação significativa graças à chegada do seu novo treinador,  o angolano Alberto Bumba, que tem mostrado uma abordagem inovadora e profissional. Em apenas dois meses, conseguiu alterar não só a mentalidade, mas também a performance dos jogadores moçambicanos, preparando-os para desafios mais exigentes.

 

Análise de Jerónimo Génio


No âmbito da sua reformulação, o clube apresenta ainda duas novas contratações que trouxeram experiência e qualidade à equipa. O primeiro reforço é Jermel Kennedy, um extremo-base canadiano que destacou-se recentemente a jogar pelo Ferroviário da Beira na Basketball África League (BAL). Kennedy, conhecido pela sua segurança e versatilidade, promete ser um porto seguro em momentos decisivos para a equipa “tricolor” recheada de jovens jogadores como Juvêncio Sidumo e António Júnior que tem demonstrado evolução a cada dia.


O segundo reforço é Shine Muteba, um poste congolês que se destacou durante a qualificação para a BAL jogando pelos Johannesburg Giants. Com uma vasta experiência e habilidades solidificadas, Muteba é visto como uma peça chave para fortalecer a tabela e jogo interior do Maxaquene.

Enquanto isso, as outras equipas não estão a dormir. O Ferroviário de Quelimane, que conta no seu elenco com o norte-americano Michael Crane e Shaquillo Fritz das Bahamas, bem como com os experientes gémeos Pio (entretanto lesionado) e Augusto Matos  e ainda David Canivete  aproveitou a fragilidade das equipas da capital do país A Politécnica, que fez uma aposta em jovens jogadores desconhecidos, e também capitalizou as ineficiências do Ferroviário de Maputo, que tem enfrentado dificuldades em termos de organização.

Apesar do esforço da treinadora Dilar Dessai, que não conseguiu alcançar resultados expressivos, o Ferroviário de Quelimane demonstrou que o trabalho contínuo e a adaptação podem levar a uma presença honrosa nas meias-finais.

 

O Costa do Sol, por outro lado, seria um forte candidato ao título se conseguisse reforços estrangeiros para elevar ainda mais a sua competitividade. Os especialistas afirmam que a integração de jogadores internacionais diversifica as tácticas básicas da equipa e já conhecidas do treinador Milagre Macome com o seu famoso ‘peak and roll’ , tornando-a uma verdadeira ameaça no campeonato. Sem isso as suas possibilidades são ténues.

 

O que dizer do Ferroviário da Beira, o campeão em título? Vindo da qualificação falhada a BAL e cheio de moral pela boa prestação ali havida, demorou a aterrar com os pés no chão e a perceber que mesmo com craques é preciso correr, é preciso dar ao litro. Conta com a experiência de jogadores como Ismael “Timo” Nurmomad, Elves Honwana e Ayad Muguambe, e os norte americanos Joshua Thomas e Chandler Oriakhi, opções mais do que suficientes para o treinador Nilton Manheira que em condições normais e caso os jogadores assim o entendam, será naturalmente o campeão nacional, embora que com a força crescente do Maxaquene, que se tornou um forte candidato ao título, a questão não esteja para já absolutamente decidida


Uma observação importante a ser feita é a falta de atualização dos métodos de treino entre muitos treinadores moçambicanos. O sucesso do técnico angolano no Maxaquene implica um citado contraste com a realidade moçambicana: enquanto ele aplica padrões de treino modernos e profissionais, muitos treinadores locais ainda utilizam métodos arcaicos, o  que é notório mesmo nos simples exercícios de aquecimento.


Quem agradece é o basquetebol em Moçambique, pois a fase final da Liga Mozal 2025  promete emoções e surpresas. Os fãs aguardam com expectativa as disputas que se avizinham, alimentado ainda pelo “concurso” que se tornou o espetáculo de afundanços em jogo, que tem também trazido cada vez mais público aos pavilhões. (LANCEMZ)

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