desporto mocambicano

Machanguana e Gimo inspiram petizes a apostarem no basquetebol e nos estudos

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A Escola Moçambicana de Basquetebol abriu a época desportiva 2024 que este ano vai movimentar perto de 600 crianças, 300 das quais integradas no projecto “Pamoja Tunaweza”, ou seja, “Juntos Somos Capazes” que visa permitir que petizes de tenra idade iniciem a prática da bola-ao-cesto. 

 

Por Redacção LanceMZ 

E para melhor inspirar os petizes nada melhor que ouvir Clarisse Machanguana aquela que é a única moçambicana até aqui a jogar na maior liga feminina do mundo, a WNBA, que prossegue a sua campanha de espevitar as crianças para ganharem o gosto pela prática do basquetebol.

Machanguana considerou que a sua "missão é inspirar os jovens e ajudá-los através de um exemplo concreto de alguém que já fez uma porção do sonho que eles têm. Exemplificar como uma pessoa que já conseguiu, dar as dicas como chegar lá e dar a eles um modelo de exemplo que seja local de alguém que passou as mesmas dificuldades que se calhar elas passem, quer seja na escola (como a falta de carteiras ou de professores) quer seja no desporto (infraestruturas degradadas e faltas de bolas), ou seja, mesmo com dificuldades pode-se se chegar longe”.

Quem também passou um pouco da sua experiência com as crianças foi a  antiga internacional Moçambicana, Deolinda Gimo, que orientou aos futuros craques para conciliarem os estudos e a prática da modalidade. 

“Em primeiro lugar quero dizer que ser criança é um sentimento muito grande, porque estão numa idade em que podem fazer tudo, pelo que a minha mensagem para estas crianças é que aproveitem o máximo daquilo que é ser criança e que aproveitem conciliar a escola com o desporto e para a prática de basquetebol temos que ser persistentes, educados, humildes e aptos para estar e querer vencer sempre”, disse Deolinda Gimo.

Machanguana e Gimo elevaram as suas expectativas ao tamanho das suas alturas e acreditam que Moçambique pode descobrir mais jogadores talentosos que possam atingir níveis idênticos aos seus. 

“Acho que há muitas Clarices Machanguanas o importante é que haja um investimento no tipo de treinadores para trabalhar com esta juventude, que haja um investimento a dedicar um certo tempo para este grupo e meninas e não se pensar só nas dificuldades porque quando eu jogava já existiam estas dificuldades”, disse Machanguana enquanto que Deolinda Gimo exemplifica com “a descoberta de um jovem de dois metros que vem do distrito da Nova Mambone em Inhambane de onde são as minhas origens, pelo que deve se fazer um trabalho grande de descoberta de talentos algo que deve acontecer do Rovuma ao Maputo”.

RESULTADOS POSITIVOS

A Escola Moçambicana de Basquetebol, liderada pelo treinador Leonel “Mabê” Manhique,  que está a implementar a iniciativa para a descoberta de novos talentos na modalidade e os resultados já são visíveis. 

“No âmbito deste projecto já temos algumas jogadoras que estão a ser integradas no basquetebol federado, estamos a ter outros que estão a ter boas indicações para além de alguns que estão a concorrer para bolsas no estrangeiro”, disse Leonel Manhique.

Este projecto passa por alavancar os escalões de formação, recrutando novos talentos na Matola e dando-os bases para que passem pelos processos de integração nos clubes federados da capital do país e não só, numa iniciativa que conta com o apoio financeiro da Mozambique LNG, operada pela TotalEnergies. (LANCEMZ)

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