Depois de ter remarcado jogos das 10.ª e 11.ª jornadas, na última terça-feira, devido às dificuldades de transporte das equipas, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) voltou a adiar quatro dos seis encontros inicialmente reagendados. A LMF e as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vieram a público explicar as razões dos sucessivos adiamentos no Moçambola 2026, apontando os problemas técnicos na frota da transportadora aérea de bandeira nacional como uma das principais causas.
Por Artur Manhique
O presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, explicou que a organização tem trabalhado em estreita coordenação com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), de modo a garantir que estes adiamentos não comprometam o calendário da competição.
“Temos alguma margem no calendário para concluir o campeonato. Tínhamos programado uma jornada com dois jogos, mas, devido ao nevoeiro, uma situação anómala provocada pelas baixas temperaturas que se fazem sentir nesta altura do ano, a aeronave teve de regressar e já não foi possível realizar os jogos. São situações imprevistas, de força maior, contra as quais não podemos lutar, porque dependem da natureza. Há também situações de avarias, que são comuns. A nossa relação com a Federação é boa e temos estado a negociar as datas. Tudo tem sido feito de forma harmonizada e acredito que teremos condições para terminar o campeonato sem grandes sobressaltos”, explicou Simango Júnior.
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Um dos aspectos que mais preocupa os clubes é o facto de os comunicados sobre os adiamentos serem divulgados em cima da hora, pouco antes do início das partidas, causando prejuízos às equipas, que, em muitos casos, já tinham efectuado reservas de alojamento.
“Nós, enquanto organização, temos feito tudo com a devida antecedência, mas nem tudo depende de nós, depende também da outra parte. Solicitámos as reservas no dia 6 de Julho. A LAM faz o seu trabalho interno, procura soluções e, por vezes, pode até recorrer ao aluguer de uma aeronave. O nosso objectivo é resolver os problemas do futebol, enquanto passageiros que somos. Contudo, quando não há uma resposta em tempo útil, somos obrigados a actuar de forma articulada e a comunicar a situação aos clubes”, referiu.
Por sua vez, o director comercial da LAM, Lucas Francisco, reconheceu que a companhia atravessa um período de dificuldades operacionais, mas garantiu que está a reforçar a frota para reduzir o impacto destes constrangimentos.
“Estamos, de facto, a atravessar um momento difícil com a nossa frota. Tivemos uma avaria significativa num Airbus A319, que se encontra baseado em Nampula. Estamos também a trabalhar no reforço da frota para garantir que situações desta natureza, não apenas com as equipas de futebol, mas com todos os passageiros moçambicanos, não voltem a acontecer. Temos enfrentado vários desafios e iniciativas como esta ajudam-nos bastante a colmatar algumas dificuldades de liquidez que, por vezes, enfrentamos”, concluiu.
Para as 10.ª e 11.ª jornadas, apenas dois jogos deverão realizar-se: o primeiro coloca frente a frente o Maxaquene e a Associação Desportiva de Vilankulo, esta quinta-feira, no Campo de Tchumene; o segundo está agendado para domingo, quando o Costa do Sol receber a Associação Desportiva de Vilankulo, no Campo do Costa do Sol. (LANCEMZ)











