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LMF adopta modelo de austeridade para o Moçambola 2026, com arranque garantido e busca de fundos para chegar ao fim

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LMF ADOPTA MODELO DE AUSTERIDADE PARA O MOÇAMBOLA 2026, COM ARRANQUE GARANTIDO E BUSCA DE FUNDOS PARA CHEGAR AO FIM

 

Apesar de a factura do transporte aéreo das caravanas do Moçambola 2026 ter baixado para cerca de 80 milhões de meticais, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) adoptou um modelo que prima pela austeridade para a disputa do Campeonato Nacional. Segundo Alberto Simango Júnior, presidente da LMF, este modelo assegura o arranque da prova a 1 de Maio, estando ainda em curso contactos para angariar os fundos necessários que permitam a sua conclusão.

 

Por Alfredo Júnior

 

Já é conhecido o ordenamento dos jogos do Campeonato Nacional de Futebol, vulgo Moçambola 2026, cujas primeiras três jornadas serão marcadas por confrontos entre equipas da mesma província ou região, com o claro objectivo de evitar o transporte aéreo.

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Questionado sobre este arranjo no calendário, Alberto Simango Júnior, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, revelou que o sorteio foi atípico, tendo em vista o emparelhamento dos jogos, conforme já havia sido anunciado, para contornar as dificuldades financeiras.

 

“Na nossa intervenção, já havíamos acautelado essa questão: haveria um sorteio atípico. Dentro desse quadro, este sorteio respeitou rigorosamente a necessidade de emparelhar jogos sempre que possível. Portanto, este é também o princípio da atipicidade do sorteio e da competição desta época”, explicou Alberto Simango Júnior.

 

Apesar de, na primeira jornada, apenas uma equipa recorrer ao transporte aéreo, Simango Júnior revelou que as negociações com a LAM estão bem encaminhadas e, face a isso, o orçamento do Moçambola deverá situar-se na ordem dos 80 milhões de meticais.

 

“Temos um orçamento que nos favorece, de tal ordem que o campeonato poderá decorrer sem sobressaltos, se tudo correr como prevemos. Trata-se de um valor indicativo, que pode baixar, dependendo das circunstâncias, nomeadamente na aquisição de bilhetes, ou até subir, caso se justifique”, afirmou.

 

Depois de, na época passada, o Moçambola 2025 não ter chegado ao fim devido a dificuldades orçamentais, o presidente da LMF garantiu que está em curso um trabalho para assegurar que a prova deste ano seja concluída.

 

“Preferia deixar isso para as próximas semanas, porque há um trabalho interno a ser feito. Ninguém está interessado em ver repetir-se o que aconteceu no ano passado. Vamos trabalhar e, com o tempo, todos saberão em que ponto estamos e para onde vamos”, afiançou.

 

Numa altura em que a LMF adopta um modelo assente na austeridade, o jogo de abertura do Moçambola 2026 foi marcado para a cidade da Maxixe.

 

“O jogo inaugural terá lugar no Estádio Municipal da Maxixe, entre a Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário de Lichinga. Esperamos que todos os caminhos conduzam até lá para a festa do futebol”, concluiu o presidente da LMF.

 

O Moçambola 2026 terá o seu pontapé de saída no dia 1 de Maio, marcando o fim de uma longa espera de cerca de seis meses. (LANCEMZ)

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