Um ano após a sua saída, o Costa do Sol e o técnico português Horácio Gonçalves voltam a cruzar caminhos, numa tentativa clara de recolocar o histórico emblema “canarinho” na rota das grandes conquistas do futebol moçambicano. O regresso acontece na sequência de uma temporada aquém das expectativas, sob o comando de Baciro Candé, marcada por instabilidade competitiva e pela incapacidade de discutir os lugares cimeiros.
Por Artur Manhique
Apresentado como o rosto de um novo ciclo, que também conta com Bruno Morgado e Artur Faria na direcção, Horácio Gonçalves explicou os motivos do seu regresso.
“Foi o projecto que me foi apresentado, um projecto ambicioso, que passa por construir uma grande equipa e voltar a colocar o Costa do Sol nos lugares cimeiros e poder lutar por títulos”, explicou Horácio Gonçalves.
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Para esta época, os “canarinhos” contam com reforços de peso provenientes do estrangeiro, como são os casos de Tisdell, Yuri Rocha e do moçambicano Amadou, bem como oriundos do Moçambola, tais como João Bonde e Foia (ex-Ferroviário da Beira), Tomás (ADV), Nelson Divrassone (UDS) e Mbulu, que regressa após um ano na União Desportiva do Songo.
“Pensámos muito bem quando construímos o plantel. Parece-me ser um grupo equilibrado, de qualidade e forte, que responde às necessidades do Moçambola, da Taça de Moçambique e da Taça Jogabets. Vamos tentar ser competitivos em todas as frentes”, assegurou o treinador.
Convidado a comentar o término prematuro da última edição do Moçambola, o técnico optou por uma abordagem conciliadora.
“Todos sabemos que terminou de uma forma que ninguém desejava. Esperemos que essas situações não se repitam, pelo bem do desporto moçambicano. Temos de trabalhar para que isso não aconteça novamente”, sublinhou o português.
A maior prova futebolística do país vive um momento de incerteza quanto à data de arranque, bem como ao modelo competitivo. Gonçalves avançou que cabe às instituições responsáveis tomar a decisão sobre a forma como a prova será disputada.
“Nós temos de responder ao que o clube indicar. O que for decidido estará bem para nós. Não temos de opinar; cabe-nos apenas acreditar que as pessoas envolvidas vão resolver da melhor forma para todos”, atirou.
Horácio Gonçalves regressa ao dez vezes campeão do Moçambola pela terceira vez, depois da primeira passagem entre 2016 e 2020 e da segunda entre 2023 e 2024, tendo conquistado um título do Moçambola, uma Taça de Moçambique e uma Supertaça. (LANCEMZ)









