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FMF promove curso para treinadoras de futebol de nível C da CAF

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FMF PROMOVE CURSO DE TREINADORAS DE FUTEBOL NÍVEL C DA CAF

 

A Federação Moçambicana de Futebol deu início, nesta terça-feira, 17 de Março, ao curso de treinadoras de futebol nível C da CAF, com o intuito de promover o desenvolvimento do desporto feminino, segundo explicou o director técnico da FMF, Arnaldo Salvado.

 

Por Vanildo Polege

 

“Temos cerca de 90 treinadores com nível B em todo o país, dos quais apenas quatro são mulheres, sendo que duas concluíram o curso na semana passada. Há, portanto, uma fraca participação feminina na formação de treinadores. É nesta perspectiva que solicitámos apoio à CAF e, com o seu financiamento, estamos a realizar este curso específico, com o objectivo de atrair mais mulheres para áreas como o treino, a gestão desportiva e a medicina desportiva, promovendo um maior envolvimento e contribuindo para a evolução do futebol feminino”, afirmou Salvado.

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Já a presidente da Comissão de Futebol Feminino da FMF, Claudete Pereira, referiu que, com a realização deste curso, pretende-se dotar mais mulheres de ferramentas para o crescimento do desporto feminino em Moçambique.

 

“É um começo. Já tínhamos o curso de nível D e muitas das formandas transitaram para o nível C. Será muito positivo para elas e para o futebol feminino termos mais treinadoras, até porque actualmente contamos com apenas três com nível B. Esperamos muito trabalho, desenvolvimento e que elas comecem também a actuar nos bairros e nas escolas, de modo a promover a evolução”, afirmou Pereira.

 

Para Vítor Magaia, instrutor da CAF e responsável pela formação, o curso é uma mais-valia para o futebol em geral e assume particular importância para o desenvolvimento do futebol feminino no país.

 

“Enquanto instrutor, o nosso papel é transmitir as ferramentas necessárias às novas e futuras treinadoras. É um privilégio ministrar este curso. Olhamos para a questão da equidade, tendo em conta que, até agora, há mais homens formados e a exercer como treinadores. É fundamental trazer mais mulheres para esta função, para que também contribuam para o desenvolvimento do futebol moçambicano. E quando falo de futebol moçambicano, não me refiro apenas ao feminino, mas a uma perspectiva mais ampla, em que elas possam intervir em todo o sistema. Quem sabe, no futuro, possamos ver algumas destas treinadoras a comandar equipas do Moçambola ou mesmo selecções nacionais. Este é o objectivo central: transmitir conhecimento com base nos princípios e preceitos da convenção da CAF”, disse Magaia.

 

Por seu turno, as formandas mostram-se expectantes quanto à qualidade da formação e aos resultados que poderão alcançar, esperando aplicar os conhecimentos adquiridos em prol do futebol feminino no país.

 

“A federação está a dar-nos uma oportunidade única de seguirmos os nossos sonhos. Sendo mulheres, sabemos que existem muitas dificuldades, mas há uma abertura crescente para mostrar que também podemos liderar equipas. Vejo o futebol como um desporto comum, onde não deve haver distinção entre homens e mulheres. Dentro do campo, a igualdade deve prevalecer. Estou entusiasmada e espero, quem sabe, vir a treinar uma equipa do Moçambola e ter capacidade para tal”, afirmou Gisela Comé, em representação das formandas.

 

Cerca de 30 mulheres, provenientes de vários pontos da Pérola do Índico, poderão ser formadas neste curso, transitando do nível D para o nível C. (LANCEMZ)

 
 
 
 
 
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