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FMF já assinou novo contrato com Chiquinho Conde que ainda não rubricou e exige efeitos retroactivos a partir de Fevereiro

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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já concluiu, da sua parte, o processo negocial com vista à assinatura de um novo contrato com Chiquinho Conde, permitindo que o treinador moçambicano inicie um novo ciclo no cargo de Seleccionador Nacional, ou seja, na condução dos Mambas. Com efeito, a Direcção da FMF já chancelou a continuidade de Conde nos Mambas e o novo contrato foi rubricado por Feizal Sidat e endereçado a Chiquinho Conde para os devidos efeitos. Porém, 24 horas depois de ter recebido o contrato assinado, Conde ainda não rubricou o mesmo, reivindicando que o mesmo tenha efeitos retroactivos a partir de 1 de Fevereiro, período em que esteve livre e a tentar contrato com a Federação Angolana de Futebol para o cargo de Seleccionador dos Palancas Negras.

 

Por Alfredo Júnior

 

O LanceMZ sabe que as negociações foram concluídas a meio da presente semana, com a elaboração dos termos que irão ditar a ligação entre Chiquinho Conde e a FMF, sendo que o treinador continuará na sua “cadeira de sonho” por mais um período de cerca de um ano.

 

De acordo com informações a que tivemos acesso, o novo contrato entre a FMF e Chiquinho Conde tem como data de início o dia 1 de Março de 2026, devendo estender-se até ao dia 31 de Julho de 2027, o que equivale a dizer que o mesmo irá abranger a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (que, para Moçambique, inicia em Setembro próximo) e deverá terminar no fim do CAN-2027, que terá lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.

 

No entanto, o LanceMZ sabe que o treinador ainda não assinou o novo contrato, discordando com alguns termos nele contido como é o caso da data da entrada em vigor. Conde quer que o contrato inicie q 1 de Fevereiro e seja pago com efeitos retroactivos, algo que a FMF discorda pelo facto de no período em alusão o treinador era um agente livre e, por via disso, esteve à procura de novas oportunidades de trabalho, particularmente candidatou-se sem sucesso ao cargo de Seleccionador Nacional de Angola.

 

A nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde prevê a possibilidade de rescisão antecipada do contrato, facto que impõe multas bilaterais. Ou seja, o novo “casamento” apresenta cláusulas que permitem o “divórcio” caso uma das partes entenda não existirem condições para a sua continuidade. Para a FMF, essa possibilidade poderá decorrer de resultados desportivos que não sejam favoráveis aos interesses federativos, enquanto que, para o treinador, a cláusula poderá ser accionada caso surjam novas oportunidades de trabalho.

 

Para consumar o divórcio, cada uma das partes — neste caso, a que estiver interessada na rescisão do contrato — será obrigada a pagar uma penalização equivalente a dois meses de salários.

 

CONDE VAI RECEBER CERCA DE 1,5 MILHÃO DE METICAIS

 

Um dos pontos que polarizou as negociações e fez com que as mesmas se arrastassem por longo tempo estava relacionado com as novas exigências salariais apresentadas por Chiquinho Conde para a continuidade do técnico à frente dos Mambas.

 

Conforme o LanceMZ publicou em devido tempo, Conde teria elevado a fasquia financeira para entre 20 a 25 mil dólares americanos (cerca de 1,3 milhão a 1,625 milhão de meticais) e os números finais acabaram por fixar-se dentro dessa faixa.

 

Concretamente, Chiquinho Conde passará a auferir mensalmente um salário de 1.460.000 meticais (cerca de 22.500 dólares americanos), valor bruto que representa uma melhoria significativa do seu ordenado.

 

Vale recordar que, aquando da renovação do contrato em Junho de 2024, a FMF revelou que o salário de Chiquinho Conde equivalia a 120 salários mínimos no país, situando-se entre 850 mil e 1 milhão de meticais.

 

Os encargos financeiros desta nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde não terminam por aqui. O órgão federativo terá igualmente de garantir o pagamento de uma verba fixada em 250 mil meticais, destinada ao pagamento dos adjuntos do Seleccionador Nacional, cabendo a este a definição do número de assistentes e do ordenado a pagar a cada um.

 

No anterior consulado, Conde trabalhou com cinco assistentes, nomeadamente Eduardo Jumisse (o seu braço-direito), Guilherme Vasconcelos (de nacionalidade portuguesa), Manuel Valoi (treinador de guarda-redes), Neves Limpo Júnior (scouting) e André Piripiri (preparador físico), que, em princípio, poderão continuar na equipa técnica dos Mambas. Refira-se que nenhum destes treinadores faz parte do quadro técnico da FMF.

 

SALÁRIOS PAGOS PELA HCB POR VIA DO FPD

 

Somando o valor que deverá ser pago a Chiquinho Conde (1.460.000 MT) ao montante destinado ao pagamento dos seus assistentes (250.000 meticais), o custo total mensal do novo contrato do Seleccionador Nacional ficará fixado em 1.710.000 meticais (um milhão, setecentos e dez mil meticais), equivalente a cerca de 26.300 dólares americanos.

 

Este valor será pago através do patrocínio da HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que desde 2007 tem suportado as despesas relacionadas com o pagamento do salário do Seleccionador Nacional.

 

O LanceMZ apurou que o salário de Chiquinho Conde será pago directamente pelo Fundo de Promoção Desportiva (FPD), órgão do Ministério da Juventude e Desportos responsável pelo financiamento das actividades das selecções nacionais de diversas modalidades.

 

Mensalmente, a HCB canaliza o valor de 2.100.000 meticais (dois milhões e cem mil meticais), o que significa que, depois de pagos os salários do Seleccionador Nacional e da sua equipa técnica, resta ainda um remanescente de 390.000 meticais, que fica nos cofres do FPD.

 

Com este cenário, ficam assim viabilizadas as intenções das “ordens superiores” que orientaram para a continuidade de Chiquinho Conde no comando da selecção nacional de futebol, os Mambas, a contragosto da Federação Moçambicana de Futebol, que já equacionava uma outra fórmula para contratar um novo timoneiro para a equipa de todos nós. (LANCEMZ)

partir de Fevereiro

 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já concluiu, da sua parte, o processo negocial com vista à assinatura de um novo contrato com Chiquinho Conde, permitindo que o treinador moçambicano inicie um novo ciclo no cargo de Seleccionador Nacional, ou seja, na condução dos Mambas. Com efeito, a Direcção da FMF já chancelou a continuidade de Conde nos Mambas e o novo contrato foi rubricado por Feizal Sidat e endereçado a Chiquinho Conde para os devidos efeitos. Porém, 24 horas depois de ter recebido o contrato assinado, Conde ainda não rubricou o mesmo, reivindicando que o mesmo tenha efeitos retroactivos a partir de 1 de Fevereiro, período em que esteve livre e a tentar contrato com a Federação Angolana de Futebol para o cargo de Seleccionador dos Palancas Negras.

 

Por Alfredo Júnior

 

O LanceMZ sabe que as negociações foram concluídas a meio da presente semana, com a elaboração dos termos que irão ditar a ligação entre Chiquinho Conde e a FMF, sendo que o treinador continuará na sua “cadeira de sonho” por mais um período de cerca de um ano.

 

De acordo com informações a que tivemos acesso, o novo contrato entre a FMF e Chiquinho Conde tem como data de início o dia 1 de Março de 2026, devendo estender-se até ao dia 31 de Julho de 2027, o que equivale a dizer que o mesmo irá abranger a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (que, para Moçambique, inicia em Setembro próximo) e deverá terminar no fim do CAN-2027, que terá lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.

 

No entanto, o LanceMZ sabe que o treinador ainda não assinou o novo contrato, discordando com alguns termos nele contido como é o caso da data da entrada em vigor. Conde quer que o contrato inicie q 1 de Fevereiro e seja pago com efeitos retroactivos, algo que a FMF discorda pelo facto de no período em alusão o treinador era um agente livre e, por via disso, esteve à procura de novas oportunidades de trabalho, particularmente candidatou-se sem sucesso ao cargo de Seleccionador Nacional de Angola.

 

A nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde prevê a possibilidade de rescisão antecipada do contrato, facto que impõe multas bilaterais. Ou seja, o novo “casamento” apresenta cláusulas que permitem o “divórcio” caso uma das partes entenda não existirem condições para a sua continuidade. Para a FMF, essa possibilidade poderá decorrer de resultados desportivos que não sejam favoráveis aos interesses federativos, enquanto que, para o treinador, a cláusula poderá ser accionada caso surjam novas oportunidades de trabalho.

 

Para consumar o divórcio, cada uma das partes — neste caso, a que estiver interessada na rescisão do contrato — será obrigada a pagar uma penalização equivalente a dois meses de salários.

 

CONDE VAI RECEBER CERCA DE 1,5 MILHÃO DE METICAIS

 

Um dos pontos que polarizou as negociações e fez com que as mesmas se arrastassem por longo tempo estava relacionado com as novas exigências salariais apresentadas por Chiquinho Conde para a continuidade do técnico à frente dos Mambas.

 

Conforme o LanceMZ publicou em devido tempo, Conde teria elevado a fasquia financeira para entre 20 a 25 mil dólares americanos (cerca de 1,3 milhão a 1,625 milhão de meticais) e os números finais acabaram por fixar-se dentro dessa faixa.

 

Concretamente, Chiquinho Conde passará a auferir mensalmente um salário de 1.460.000 meticais (cerca de 22.500 dólares americanos), valor bruto que representa uma melhoria significativa do seu ordenado.

 

Vale recordar que, aquando da renovação do contrato em Junho de 2024, a FMF revelou que o salário de Chiquinho Conde equivalia a 120 salários mínimos no país, situando-se entre 850 mil e 1 milhão de meticais.

 

Os encargos financeiros desta nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde não terminam por aqui. O órgão federativo terá igualmente de garantir o pagamento de uma verba fixada em 250 mil meticais, destinada ao pagamento dos adjuntos do Seleccionador Nacional, cabendo a este a definição do número de assistentes e do ordenado a pagar a cada um.

 

No anterior consulado, Conde trabalhou com cinco assistentes, nomeadamente Eduardo Jumisse (o seu braço-direito), Guilherme Vasconcelos (de nacionalidade portuguesa), Manuel Valoi (treinador de guarda-redes), Neves Limpo Júnior (scouting) e André Piripiri (preparador físico), que, em princípio, poderão continuar na equipa técnica dos Mambas. Refira-se que nenhum destes treinadores faz parte do quadro técnico da FMF.

 

SALÁRIOS PAGOS PELA HCB POR VIA DO FPD

 

Somando o valor que deverá ser pago a Chiquinho Conde (1.460.000 MT) ao montante destinado ao pagamento dos seus assistentes (250.000 meticais), o custo total mensal do novo contrato do Seleccionador Nacional ficará fixado em 1.710.000 meticais (um milhão, setecentos e dez mil meticais), equivalente a cerca de 26.300 dólares americanos.

 

Este valor será pago através do patrocínio da HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que desde 2007 tem suportado as despesas relacionadas com o pagamento do salário do Seleccionador Nacional.

 

O LanceMZ apurou que o salário de Chiquinho Conde será pago directamente pelo Fundo de Promoção Desportiva (FPD), órgão do Ministério da Juventude e Desportos responsável pelo financiamento das actividades das selecções nacionais de diversas modalidades.

 

Mensalmente, a HCB canaliza o valor de 2.100.000 meticais (dois milhões e cem mil meticais), o que significa que, depois de pagos os salários do Seleccionador Nacional e da sua equipa técnica, resta ainda um remanescente de 390.000 meticais, que fica nos cofres do FPD.

 

Com este cenário, ficam assim viabilizadas as intenções das “ordens superiores” que orientaram para a continuidade de Chiquinho Conde no comando da selecção nacional de futebol, os Mambas, a contragosto da Federação Moçambicana de Futebol, que já equacionava uma outra fórmula para contratar um novo timoneiro para a equipa de todos nós. (LANCEMZ)

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