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FIBA-África vai lançar Liga Feminina semelhante à BAL

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A Cidade de Maputo foi palco da reunião do Conselho Directivo da FIBA-África, órgão que dirige os destinos do basquetebol continental e que é presidido pelo moçambicano, Aníbal Manave. Perante o Presidente da FIBA-Mundo, Hamani Niang, os presidentes das sete zonas da também equivalente a Confederação Africana da modalidade decidiu pela criação da Liga Profissional Feminina de Basquetebol, à semelhança do que acontece com os seniores masculinos que há três temporadas realizam a Basketball África League (BAL).

 

Por Alfredo Júnior e António Muianga (Fotos)

 

A necessidade de organização do basquetebol feminino continental foi decidida numa altura em que a cidade acolhe a Taça dos Clubes dos Campeões Africanos, que reúne as melhores equipas de África do escalão. Por outro lado, o Board da FIBA-África definiu que o Ruanda vai sediar o Afrobasket 2023 em seniores femininos, segundo referiu Aníbal Manave.

 

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“A nível de competições aprovamos que o Afrobasket feminino do próximo ano terá lugar no Ruanda e o contrato já está assinado e decidimos dar um novo nome a Taça dos Clubes Femininos na perspectiva de podermos vender essa competição e fazermos uma espécie de BAL. Temos que encontrar um nome para este produto. Também aprovamos com detalhe as actividades que vamos fazer no próximo ano desde os cursos de treinadores e de árbitros, bem como os locais onde vão decorres os acampamentos para jovens desde ao nível do país, das regiões e do continente, porque daí é que são seleccionados os jogadores para a Academia da NBA”, disse Manave.

 

Na reunião de Maputo foram aprovados o relatório de actividade do ano em curso bem como o orçamento da FIBA-África para 2023, ano em que se pretende prestar atenção ao sector de infraestruturas, através da edificação de pavilhões que respondem às necessidades da modalidade. Moçambique que tem os seus pavilhões descontinuados para acolher grandes competições do basquetebol está fora do plano a ser implementado brevemente.

 

“A nível de pavilhões redefinimos as nossas prioridades que passam pelo Congo que não tem pavilhão coberto e joga basquetebol a mais alto nível, igualmente em relação a Guiné que não tem pavilhão coberto e o Uganda que tem um pavilhão pequeno para cerca de 500 pessoas, pelo que esses é que são os nossos projectos no imediato”, afirmou o Presidente da FIBA.

 

Ainda no plano competitivo foi analisada a realização do AFROCAN prova masculina que se realiza no intervalo do Afrobasket que nesta altura se realiza de quatro em quatro anos.

 

“Nós recebemos propostas uma de Angola, do Egito e do Mali para acolher esta prova e nenhuma delas está completa pelo que o Board solicitou que estes países as finalizem para que se possa decidir aonde será essa competição. Também analisamos a prova de Sub-16 e queremos incentivar que tal como aconteceu nos Sub-18 no Madagáscar em que acolheu em simultâneo a prova masculina e feminina queremos que esta festa da juventude africana aconteça em janeiro vamos voltar a analisar a proposta dos países que aceitam acolher as duas competições”, revelou o presidente da FIBA-África.

 

Manave referiu que o Conselho Directivo aprovou a realização do Congresso Electivo da FIBA – África em Maputo, entre os dias 9 e 10 de Junho, na qual serão eleitos novos corpos para o mandato e será aprovada a estratégia da confederação para os próximos quatro a oito anos. (LANCEMZ)

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