Face aos incidentes registados no seu campo no jogo diante da Black Bulls, o Clube Ferroviário de Nacala anunciou em comunicado uma série de medidas para fazer face à violência que várias vezes se tem registado no recinto de jogos dos “locomotivas” da Maiaia. A medida afecta não só os adeptos do clube presidido por Adilson Libório, mas também a massa associativa do clube rival, o Desportivo de Nacala, que não está no Moçambola 2026, mas os seus apoiantes têm marcado presença massiva nos jogos desta prova.
Por Redacção LanceMZ
Assim, o Ferroviário de Nacala anunciou que “fica determinada a interdição da entrada e participação da claque radical do Clube Desportivo de Nacala aos jogos realizados pelo Clube Ferroviário de Nacala, no campo do Ferroviário de Nacala e dentro dos limites permitidos pelos regulamentos aplicáveis”.
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Os “locomotivas” da Maiaia justificam a medida com o facto de que “resulta da constatação de que a referida claque tem estado presente em jogos do Ferroviário de Nacala, em apoio às equipas adversárias e, em determinadas ocasiões, tem protagonizado ou contribuído para situações de confronto com adeptos/apoiantes do Ferroviário de Nacala”.
Por outro lado, a Direcção de Adilson Libório decidiu “interditar os adeptos e apoiantes da equipa do Ferroviário de Nacala de conduta efusiva”, decisão tomada “na sequência das consultas e do apuramento realizado. Por forma preventiva, foram recolhidos nomes de adeptos/apoiantes do Ferroviário de Nacala identificados como de conduta efusiva, para controlar situações similares; estes estarão interditos”.
Os “locomotivas” da Maiaia adiantam que “os nomes constarão de uma relação que será encaminhada à Liga Moçambicana de Futebol, para conhecimento, como sendo elementos interditos de participar em jogos do Ferroviário de Nacala”.
Para a implementação destas e de outras medidas, o Clube Ferroviário de Nacala conta com a colaboração da Polícia da República de Moçambique para o reforço do número de agentes escalados para os jogos, bem como com o incremento do número de elementos da segurança privada, de acordo com a avaliação de risco e das necessidades, de 25 para 50 elementos policiais. (LANCEMZ)











