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Encerrado curso de treinadores da CAF nível B promovido pela Federação Moçambicana de Futebol

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A Federação Moçambicana de Futebol realizou, ao longo dos últimos quatro meses, um curso de formação de treinadores da CAF de nível B, cujo encerramento teve lugar nesta sexta-feira, 13 de Março, na sede do organismo que gere o futebol ao mais alto nível em Moçambique. A cerimónia foi dirigida pelo presidente Feizal Sidat, que destacou a importância da formação de mais treinadores qualificados no país.

 

Por Vanildo Polege

 

“Hoje estamos a encerrar um ciclo importante, mas, sobretudo, abrimos uma nova etapa. Este curso iniciou no dia 13 de Novembro e termina hoje, 13 de Março. Aqui, os treinadores são chamados a aprofundar a análise de jogo, a planificação, o treino, o desenvolvimento e a gestão de equipa no futebol moderno, que é o dos dias de hoje. A licença representa mais do que transmitir exercícios. Este nível de formação procura formar pensadores do jogo. Não há jogadores de qualidade sem treinadores preparados. Não há equipas competitivas sem metodologia. E não há futebol forte sem liderança”, rematou Sidat.

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Mais do que uma simples formação, para Abdula Abdullá, treinador CAF que liderou o curso, esta iniciativa foi marcada por sacrifício e abnegação, com o objectivo de enriquecer os treinadores formados com competências que lhes permitam dar os próximos passos, implementando no terreno os conhecimentos leccionados durante 120 dias.

 

“Este curso teve a duração de quatro meses, conforme foi mencionado, período durante o qual realizámos 31 dias de formação presencial, com 100 horas de unidades teóricas e 100 horas de unidades práticas. Quando falamos de prática, referimo-nos ao trabalho no terreno, ao que é feito em termos de treino, sendo que as unidades teóricas acompanham as unidades práticas. Tivemos também 20 horas destinadas à observação de sessões de treino em clubes, principalmente do Moçambola, de forma a enriquecer ainda mais o treinador-estudante. Durante estes quatro módulos, divididos em períodos de cinco dias, abordámos matérias teóricas relacionadas com aspectos técnicos e tácticos, analisando as acções dos jogadores com bola e sem bola”, explicou Abdullá.

 

O formador acrescentou ainda que, mais do que dotar os participantes de técnicas e conhecimentos específicos, estes treinadores, oriundos de vários pontos do país, poderão representar o futuro do futebol moçambicano, numa fase em que a modalidade atravessa momentos conturbados, mas que poderá conhecer melhores dias com investimento na formação. Sublinhou igualmente que, dentro de dois anos, os formandos poderão candidatar-se ao curso de nível A.

 

“Se tudo correr bem para os nossos treinadores-estudantes, eles representam um futuro garantido para o nosso futebol. O futebol moçambicano atravessa neste momento alguns momentos conturbados, mas tem um futuro promissor, porque temos de contar com o futuro. Gostaria também de dizer que, no plano disciplinar, os nossos treinadores estiveram muito bem. Estes são treinadores que vão contribuir bastante. Daqui a dois anos poderão concorrer para fazer o nível A. Foi uma tarefa árdua, mas a missão foi cumprida com muito respeito, dignidade e, sobretudo, assiduidade digna de realce, o que facilitou bastante as aulas que ministrámos”, concluiu o treinador.

 

Por sua vez, os formandos deixaram palavras de apreço ao instrutor Abdulla Abdullá e à FMF, tendo em conta o esforço feito em prol do desenvolvimento do futebol masculino e feminino nas camadas de formação em Moçambique.

 

“A formação de treinadores representa um dos pilares indispensáveis para o desenvolvimento do futebol no nosso país, porque com treinadores bem formados teremos automaticamente jogadores mais bem preparados, mais habilidosos e jogos de melhor qualidade. Em segundo lugar, gostaríamos de agradecer ao instrutor, professor Abdulla Abdullá, pelos ensinamentos sobre o jogo, os valores, as metodologias de treino e a liderança. Aprendemos muito com o professor Abdullá, desde a priorização convencional e a priorização táctica até à psicologia do desporto, filosofia de jogo e comunicação afectiva, entre outros aspectos que assimilámos durante estes quatro meses”, afirmou um dos formandos, Domingos Júnior.

 

Também Renata Remate destacou a importância da formação, sobretudo para as mulheres que trabalham no futebol.

 

“Para nós, mulheres que estamos na Selecção Nacional, tendo em conta que a CAF exige o nível B, posso dizer que é uma meta atingida, porque assim poderei concluir as etapas necessárias para estar no banco técnico. Significa mais um desafio superado, tendo em conta que já fiz os níveis D, C e agora o nível B”, afirmou.

 

Os 24 formandos, entre os quais duas mulheres, regressam agora às suas zonas de origem com a missão de contribuir para o desenvolvimento do futebol moçambicano com mais qualidade, competência e compromisso. (LANCEMZ)

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