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Clubes satisfeitos com emparelhamentos das primeiras jornadas do Moçambola 2026

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Após o sorteio do Moçambola 2026, realizado no sábado, 18 de abril, na cidade de Maputo, os 14 clubes participantes mostraram-se satisfeitos com o emparelhamento dos jogos das primeiras jornadas da prova, que ditou a realização de partidas entre equipas da mesma região, com vista a evitar os elevados custos das passagens aéreas.

Por Vanildo Polege 

Jeremias da Costa, vice-presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol, em representação dos clubes que constituíram uma comissão, afirmou que, numa reunião de carácter produtivo com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), foi possível viabilizar a realização da prova.

“Nós, como comissão, trabalhámos com a Liga para procurar, na medida do possível, viabilizar o modelo de todos contra todos, porque os clubes ficam apreensivos com a ideia de voltar ao modelo regional. Assim, a única saída foi emparelhar os jogos por cidade. Portanto, se o Costa do Sol vai à Beira, joga com a Liga e com o Ferroviário da Beira”, explicou.

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Da Costa esclareceu ainda os impactos que este emparelhamento poderá ter nos custos de deslocação dos clubes nas primeiras jornadas do Moçambola 2026.

 

“Na primeira jornada, logo à partida, procurámos, na medida do possível, que as equipas joguem nas suas regiões, para não incorporarmos o factor LAM, que são as passagens aéreas”, acrescentou.

 

Questionado sobre se este modelo irá perdurar nas próximas épocas, o dirigente afirmou que os clubes, em conjunto com a LMF, pretendem testar a sua funcionalidade e, caso os objectivos não sejam alcançados, poderão optar por modelos regionais.

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“Numa fase inicial, vamos testar este modelo nesta época e já começámos a trabalhar para a próxima. Se não conseguirmos viabilizá-lo, teremos de avançar para os regionais”, referiu.

 

Ainda sobre o sorteio, o dirigente abordou a questão da verdade desportiva, afastando a ideia de que o emparelhamento das primeiras jornadas a possa comprometer.

 

“Se o Ferroviário de Lichinga vier a Maputo e jogar no domingo com o Costa do Sol e, na quarta-feira, com o Maxaquene, não vejo onde está a falta de verdade desportiva. Nessa altura, outro clube poderá estar na Beira a realizar dois jogos no mesmo período. Portanto, o emparelhamento não coloca em causa a verdade desportiva. O verdadeiro problema seria não termos árbitros preparados, o que origina muitos erros”, sublinhou.

 

Por sua vez, o presidente da União Desportiva do Songo, Francisco Xavier, afirmou que o modelo adoptado foi o mais viável durante as discussões com a LMF, tendo em conta a escassez de fundos para suportar as passagens aéreas.

 

“Este foi o modelo discutido entre os clubes e a Liga, e que aceitámos. Foi o possível de executar, porque o outro implicava custos de deslocação muito elevados, que a Liga não conseguiria suportar. Encontrámos, em conjunto, esta solução de combinação de jogos”, disse.

 

Francisco Xavier considera ainda que este modelo não compromete a verdade desportiva.

 

“É uma experiência nova e, neste momento, é difícil fazer uma avaliação definitiva. Esperamos que a Liga faça o acompanhamento necessário para garantir a verdade desportiva”, concluiu.

 

O Moçambola 2026 arranca já no próximo dia 1 de maio, com os primeiros jogos a envolverem equipas da mesma região ou cidade. (LANCEMZ)

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