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Clarisse Machanguana de regresso a Moçambique após integração no Hall of Fame da FIBA

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Depois de viver um momento histórico na sua carreira no basquetebol, a antiga internacional moçambicana Clarisse Machanguana, que foi integrada no Hall of Fame da FIBA — numa cerimónia realizada em Berlim, Alemanha, na passada terça-feira, 21 de Abril — está de regresso ao país. À chegada, foi recebida por antigas estrelas do basquetebol moçambicano e afirmou que a homenagem tem um grande significado para Moçambique.

Por Vanildo Polege 

“Acho que o significado maior é para o país. É uma demonstração de que existe talento. É uma forma de erguer a nossa bandeira além-fronteiras e, talvez, também uma maneira de fazer com que os jovens acreditem no seu potencial. Apesar dos desafios que existem como país e como continente, é possível ir além das expectativas.”

 

Machanguana afirma que o sentimento neste momento é de esperança no desenvolvimento e na valorização do basquetebol moçambicano.

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“O sentimento é de alegria, de incredulidade, de esperança para os outros e de orgulho para o nosso país. São sentimentos que, quando se começa a driblar a bola com seis anos, não se espera vir a ter. Depois deste reconhecimento mundial, acredito que funciona de forma dupla: individualmente e como representante não oficial do nosso país, ajudando a elevar o nosso nome de forma positiva.”

 

A ex-basquetebolista deixou ainda uma mensagem aos atletas mais jovens que ambicionam chegar aos grandes palcos, reafirmando o compromisso da sua formação com o desenvolvimento do basquetebol nacional.

 

“A mensagem fala por si: é possível. Nascemos, sim, em contextos de grande dificuldade, mas é possível criar circunstâncias que nos levem a um futuro próspero, abraçando a educação, a disciplina e o empenho ao mais alto nível desportivo. Essas foram as minhas chaves e espero, através da Fundação, utilizá-las como instrumentos para beneficiar os jovens. Este reconhecimento mundial mostra que é possível a cada jovem deste país alcançar o sucesso — não de forma fácil, mas com muitos desafios. Quem sabe, com o tempo, com infra-estruturas e liderança adequadas, Clarisse não seja uma excepção.”

 

Para Diolinda Ngulule, ex-basquetebolista e também internacional moçambicana, este reconhecimento é histórico, não só para o país, mas também para o continente africano.

 

“Foi um feito muito grande. Como moçambicanos — e até, arrisco dizer, como africanos — é um momento de enorme orgulho. Um reconhecimento destes diz muito sobre a nossa modalidade. Temos talento. Se for bem trabalhado, podem surgir muitas mais ‘Clarisses’. Isto dá esperança a quem ainda pratica e sonha jogar na NBA ou na WNBA, ligas de topo mundial.”

 

Ngulule acrescentou ainda que esta distinção pode abrir novas portas para Moçambique, tanto na captação de talento como na projecção internacional dos atletas.

 

“Abriu uma janela para Moçambique, para que venham conhecer e desenvolver o talento que existe. A Clarisse já contribui com iniciativas como a Jr. NBA, mas acredito que isto vai ampliar ainda mais as oportunidades. É uma porta extremamente importante para a modalidade e, se soubermos aproveitá-la, podemos, sim, singrar.”

 

Clarisse Machanguana é, até ao momento, a única jogadora moçambicana que actuou na principal liga feminina de basquetebol dos Estados Unidos, a WNBA, onde jogou durante cinco temporadas, entre 1999 e 2002, representando equipas como Los Angeles Sparks, Charlotte Sting e Orlando Miracle. (LANCEMZ)

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