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Chuva de golos em jogo com árbitros arrancados da bancada e em campo chumbado pela FMF

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Está instalada mais uma polémica no Moçambola 2023: o jogo Associação Desportiva de Vilankulos - Ferroviário de Lichinga foi dirigida por árbitros “arrancados” da bancada, depois de os homens do apito nomeados pela Comissão Nacional de Árbitros de Futebol não se terem feito presentes ao Campo Municipal de Vilankulos que foi chumbado pela Federação Moçambicana de Futebol.

 

Por Redacção LanceMZ

 

É mais um sinal da falta de sintonia entre o órgão reitor do futebol nacional, a FMF, e a entidade que se responsabiliza pela organização do Moçambola, a Liga Moçambicana de Futebol, que não seguiu a interdição do Campo Municipal de Vilankulos que foi chumbado pela comissão que vela pela aprovação dos recintos que acolhem os jogos do Campeonato Nacional de Futebol.

 

A Liga Moçambicana de Futebol marcou o jogo para o campo situado no Alto Makhassa, dias depois deste mesmo recinto ter sido interditado pela FMF que marcou e realizou o jogo dos quartos-de-final da Taça de Moçambique entre a Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário de Maputo para o Campo Municipal da Maxixe, recinto recentemente requalificado com fundos da Federação.

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol nomeou para o jogo um quarteto formado pelo árbitro Saimone Lucas,  1°Assistente era Lázaro Gomachedza, Fernando Tauzene como 2° Assistente e o 4° Árbitro foi indigitado Eugênio Nhatave. Este quarteto não esteve em Vialnkulos segundo a CNAF indicou aos mesmos.

 

JOGO COM ÁRBITRO AMADORES E LOCOMOTIVAS PROTESTAM

 

A hora marcada para o jogo, como tem sido habitual o Campo Municipal de Vilankulo registrava uma moldura humana assinalável e a tribuna de honra contava com a presença de habituais notáveis da província de Inhambane que tem acompanhado os jogos dos “hidrocarbonetos”.

 

Não estando presente o quarteto de arbitragem oficial e indicado pela CNAF, os organizadores do jogo recorreram a árbitros amadores da região de Vilankulos para dirigir o jogo.

 

Este facto aliado à marcação do jogo para um campo reprovado pela FMF fez com que o Ferroviário de Lichinga jogasse sob protesto, sendo que a batata quente foi remetida ao Conselho de Disciplina da LMF.

 

CHUVA DE GOLOS

 

E foi com árbitros improvisados que a Associação Desportiva de Vilankulo chegou a uma vitória gorda, por 4-2, com o primeiro golo a ser apontado por Parkim aos 8 minutos, sendo que o mesmo jogador bisou na partida aos 31 e a primeira parte encerrou com o marcador a assinalar 3-0 com o golo apontado por Mbiza.

 

Na segunda parte o Ferroviário de Lichinga reagiu, reduzindo aos 60 por Mundinho e aos 69 Vivaldo colocou o resultado em 3-2, reacendendo a hipótese de o jogo terminar empatado a três golos. Mas, Mbzia que voltou a fazer o gosto ao pé, marcando o seu segundo golo na contenda encerrando o marcador em 4-2, quando estavam jogados 80 minutos. (LANCEMZ)

 

“Estamos há 21 dias sem treinar no Municipal” – Antero Cambaco, treinador da AD Vilankulo

 

“Logo na primeira parte aproveitamos o mau momento do adversário, fizemos os golos, jogamos que era para criar mais oportunidades e não o fizemos. Na segunda parte veio ao de cima aquilo que é a dificuldade da equipa nos últimos dias que é advinda de não estarmos a treinar no campo Municipal, pelo que chegou uma fase que a equipa abrandou devido a condição física e tivemos que fazer alterações. Estamos há 21 dias sem treinar neste campo”.

 

 

“Arbitragem repescada está isenta de erros” - Nacir Armando, Treinador Ferroviário de Lichinga

 

“Tivemos uma primeira parte muito má, a ADV entrou muito bem no jogo e dominou toda a primeira parte acabou fazendo os golos. Na segunda parte penso que tivemos um domínio e contra corrente do jogo eles fizeram mais um golo. A arbitragem foi isenta de erros nos golos, é normal pessoas que não esperaram apitar um jogo e foram repescadas tremessem um bocadinho sem prejudicar nem a ADV nem a nós”

 

 

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