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Chiquinho Conde já foi ouvido pela Comissão de Inquérito da FMF  

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O Seleccionador Nacional de Futebol, Chiquinho Conde, foi ouvido a 4 de Abril corrente pela Comissão de Inquérito surpreendentemente criada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para aferir as responsabilidades em torno do imbróglio entre os Mambas e a FMF e que ocorreu na Argélia e que teve como mote a divisão dos 400 mil dólares americanos (cerca de 26 milhões de Meticais) que o combinado nacional ganhou por ter atingido os quartos-de-final do CHAN-2022, o Campeonato Africano das Nações destinado aos jogadores que actuam localmente no continente africano.

 

Por Alfredo Júnior e Sérgio Sitóe (Foto)

 

A audição do timoneiro dos Mambas aconteceu numa altura em que Conde se preparava para regressar a Portugal onde tem a sua residência oficial e pretendia deslocar-se a Lisboa para tratar de vários assuntos pessoais, alguns ligados à sua a saúde e outros relacionados com o recente falecimento da sua esposa.

 

Com efeito, Chiquinho Conde foi ouvido pela Comissão de Inquérito anunciada pela FMF em Comunicado de Imprensa datado de 31 de Março de 2023, depois 45 dias antes, ou seja, a 15 de Fevereiro o Presidente do organismo máximo do futebol nacional, Feizal Sidat, ter anunciado a extinção da anterior comissão e remetido ao Conselho de Disciplina todos assuntos relativos ao “braço-de-ferro” com os Mambas.

 

Conde esteve perante os membros integrantes da Comissão de Inquérito é composta por Amílcar Andela, Isac Pedro, Zefanias Jonas e Magalhães Bramugi a explicar o que sabe deste assunto que causou muita polémica e criou um ambiente de crispação entre a FMF e os jogadores dos Mambas, algo que ainda não está sanado até esta parte.

 

BRAÇO DIREITO DE CHIQUINHO VISADO NO BRAÇO-DE-FERRO

 

Acredita-se que Chiquinho Conde terá sido o primeiro a ser ouvido pela Comissão de Inquérito tendo em conta que o seu braço direito, ou seja, o seu assistente Eduardo Jumisse ser apontado por elementos da FMF como tendo sido um dos principais responsáveis pelo sucedido em Argel, daí que a Direcção de Feizal Sidat ter determinado o fim da ligação oficial do antigo internacional moçambicano e que recentemente abraçou a carreira de treinador com a estrutura técnica dos Mambas.

 

Aliás, o relatório da Comissão de Inquérito Independente (CII) que foi mandatada pela Secretaria de Estado do Desporto indicada que “o Assistente Técnico do Seleccionador Nacional de Futebol, Eduardo Jumisse, foi quem propôs ao Chefe da Delegação e aos Atletas da Selecção Nacional de Futebol “AA” o modelo, o conteúdo e a assinatura de um termo de compromisso, como solução para iniciarem a viagem de regresso a Maputo”, depois de os Mambas se terem recusado a regressar ao país sem que estivesse assegurado a distribuição dos 60% dos 400 mil dólares pelos jogadores, equipa técnica e de apoio a selecção nacional.

 

A CII revelou que o salário do Assistente Técnico do Selecionador Nacional de Futebol, Eduardo Jumisse, é transferido para a conta do Selecionador Nacional de Futebol Francisco Queriol Conde Júnior, e pagos por este. A passagem aérea, a estadia, as ajudas de custos bem como os prémios de jogos do assistente técnico Eduardo Jumisse foram pagos pela FMF.

 

RESPONSABILIDADES DE CONDE APURADAS PELA COMISSÃO INDEPENDENTE

 

Acredita-se que ao longo da audição feita pela Comissão de Inquérito da FMF, Chiquinho Conde, tenha repetido o que já havia revelado a Comissão de Inquérito Independente  (CII) mandatada pela Secretaria de Estado do Desporto que apurou as seguintes responsabilidades do Seleccionador Nacional de futebol neste imbróglio: presença na equipa técnica de um elemento (Eduardo Jumisse) sem habilitações  exigidas para desempenhar as funções de Treinador Adjunto Principal da Selecção Nacional, com o título de Assistente do Selecionador Nacional de Futebol; Relação profissional tensa com o Vice-Presidente para as Selecções Nacionais, o que  não propicia um bom ambiente de trabalho; e falta de clarificação de ordem de precedência entre o seu Assistente Técnico e o seu Adjunto Selecionar Víctor Matine.

 

Por outro lado, a CII considerou que oSelecionador Nacional de Futebol proibiu o Vice-Presidente para as Selecções Nacionais de sentar-se no banco dos suplentes, de participar na preleção do Selecionador Nacional de Futebol aos atletas antes dos jogos, de aceder ao autocarro a Equipa Técnica e dos Atletas da Selecção Nacional de Futebol.

 

São estes e outros factos que merecerão a análise por parte da Comissão de Inquérito mandata pela Federação Moçambicana de Futebol para aferir o que esteve por detrás do imbróglio que ocorreu na Argélia e que ofuscou a excelente e histórica prestação da selecção nacional de futebol que pela primeira vez e sob batuta de Chiquinho Conde conseguiu atingir os quartos-de-final de uma prova organizada pela Confederação Africana de Futebol para o escalão de seniores. (LANCEMZ).  

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