É o ponto final de uma novela que se arrastava desde 31 de Janeiro de 2026: Chiquinho Conde já assinou o novo contrato que o liga à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e vai continuar na sua “cadeira de sonho” por mais 17 meses, durante os quais assumirá as funções de Seleccionador Nacional de Futebol, com a responsabilidade de conduzir os Mambas.
Por Alfredo Júnior
Depois de longas negociações, as equipas jurídicas da FMF e as que representam o treinador moçambicano concluíram os detalhes que faltavam acertar desde a altura em que o presidente da FMF, Feizal Sidat, assinou o contrato e o submeteu a Chiquinho Conde. Este, após mais de uma semana de análise, apenas colocou a sua assinatura no documento na última sexta-feira, 20 de Março.
Com efeito, o novo contrato entre a FMF e Chiquinho Conde tem como data de início o dia 1 de Fevereiro de 2026 e prolonga-se até 31 de Julho de 2027, tendo como principal objectivo a qualificação para o Campeonato Africano das Nações, a realizar-se na Tanzânia, Quénia e Uganda, de 19 de Junho a 18 de Julho do próximo ano.
VEJA REPORTAGEM RELACIONADA
Tendo em conta que Moçambique vai participar na fase de qualificação para o CAN-2027 a partir de Setembro de 2026, caso os Mambas não se qualifiquem para a fase final, abre-se a possibilidade de rescisão do contrato a partir de 16 de Novembro. Nesse cenário, o treinador será compensado com dois meses de salário.
CONDE, O MAIS BEM PAGO DE SEMPRE
No que diz respeito aos salários, e tal como o LanceMZ avançou a 12 de Março, Chiquinho Conde passará a auferir mensalmente 1.460.000 meticais (cerca de 22.500 dólares norte-americanos), valor bruto que representa uma melhoria significativa face ao anterior vínculo.
Recorde-se que, aquando da renovação do contrato em Junho de 2024, a FMF revelou que o salário de Chiquinho Conde equivalia a 120 salários mínimos no país, situando-se entre 850 mil e 1 milhão de meticais.
Os encargos financeiros desta nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde não se ficam por aqui. O organismo federativo terá igualmente de assegurar o pagamento de uma verba fixada em 250 mil meticais, destinada aos adjuntos do Seleccionador Nacional, cabendo a este definir o número de assistentes e o respectivo vencimento.
Recorde-se ainda que, na última sexta-feira, 21 de Março, Feizal Sidat assegurou que Conde continuaria na condução dos Mambas e que o contrato seria assinado pelo seleccionador a qualquer momento. Tal acabou por confirmar-se, colocando um ponto final num período negocial polémico, que surgiu após o termo do contrato anterior, a 31 de Janeiro, e depois de a FMF ter sido contrariada por “ordens superiores” na sua intenção de avançar com um processo de contratação do seleccionador nacional através de concurso público. (LANCEMZ)









