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Atletas manifestam-se e dizem: “huma muzaia Badrú”!

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Atletas manifestaram-se na manhã desta quinta-feira, 25 de Agosto, exigindo a demissão do Presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badrú, que é acusado de má gestão da modalidade. Os mesmos querem que Lurdes Mutola, a única moçambicana campeã mundial e olímpica, assuma os destinos da modalidade. 

 

Por Alfredo Júnior 

 

A manifestação impediu, na hora marcada e por mais de três horas, o arranque dos campeonatos nacionais de atletismo que decorrem no Parque dos Continuadores em Maputo. A palavra de ordem proferida pelos manifestantes era simples: “huma Muzaia”, que em ronga/Changana significa “saia homem”.

 

Munidos de cartazes com dizeres claros e com frases como “Kamal fora, queremos Lurdes Mutola”, ou “devolva-nos o atletismo, não queremos pulgas no atletismo”, os atletas levantaram a sua voz de descontentamento, apelando a quem de direito para que agisse para a mudança na liderança da Federação Moçambicana de Atletismo. 

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“Estamos aqui a exigir a destituição do Kamal Badrú da presidência da FMA porque cada dia que passa ele vem destruindo a nossa modalidade por isso decidimos realizar esta manifestação neste dia porque todos representantes das Associações Provinciais estão cá, há informações que dão conta que ele subornou a alguns presidentes para votarem por ele e este é o melhor momento porque está prevista a Assembleia Geral para o próximo sábado”, disse Gildo um dos atletas manifestantes. 

 

MENOSPREZO AOS SENIORES 

 

Estes atletas queixam-se do facto de a Direcção de Kamal Badrú estar a menosprezar o escalão de seniores, alegando que aposta nos escalões de formação, porém nem a estes a actual liderança da Federação presta a devida atenção. 

 

“Com a chegada do Kamal Badrú a FMA o atletismo morreu, ele diz que não quer mais apoiar os seniores, mas a modalidade não é feita apenas dos juniores, juvenis e escalões de formação, nós somos a maior base de força para que os atletas mais novos possam conseguir fazer marcas. Nós sonhamos e não estamos no atletismo por diversão, queremos ser profissionais e vamos lutar por isso”, considerou a corredora Ana Fazbem. 

 

Os corredores dizem que mesmo os escalões de formação não têm merecido a devida atenção por parte de Kamal Badrú, exemplificando  o que sucedeu com a atleta Verónica José que quase não competia nos Mundiais de Juniores se não fosse a intervenção do Comité Olímpico de Moçambique. 

 

“Sou juvenil agora mais daqui há alguns anos serei sénior, então isso quer dizer que daqui há alguns anos ele poderá abandonar-nos. Ele coloca-nos nas selecções, mas não nos dá o devido apoio, veja que viajamos para os Jogos da Commonwealth e nem sequer desejou-nos boa sorte e que tenhamos uma boa competição, por outro lado ele viaja para os Campeonatos Mundiais sem nenhum atleta porque diz que não há dinheiro, mas teve a coragem de convidar atletas dos países vizinhos para vir competir nos Campeonatos Nacionais, onde ele arranjou dinheiro para pagar essas despesas?”, questionou Édio Mussacate que esteve recentemente em Birmingham. 

 

LURDES MUTOLA PARA PRESIDENTE

 

Os corredores apontam Lurdes Mutola como a pessoa indicada para conduzir os destinos da Federação Moçambicana de Atletismo e pedem para que ela tome em consideração esta proposta para assumir o leme da modalidade  que a levou ao estrelato. 

 

“Acho que o actual Presidente não está em condições de dirigir a modalidade e o atletismo tem pessoas capazes para dirigir, por isso nós propomos a Lurdes Mutola para que possa presidir a nossa Federação, ela foi praticante e treinadora, sabe o que nós como atletas precisamos para chegar a bons resultados”, defendeu Édio Mussacate. 

 

Refira-se que a Polícia da República de Moçambique esteve presente e procurou persuadir aos atletas para que abandonassem a  pista e permitissem o decurso normal das actividades, facto que acabou acontecendo após os atletas terem solicitado para dar 30 voltas à pista para terminar a sua manifestação.

 

O Director Nacional do Desporto de Alto Rendimento na Secretaria de Estado do Desporto, Francisco  da Conceição, presenciou esta manifestação, tendo apelado a calma dos atletas, abrindo a possibilidade de os receber no seu Gabinete para que pudessem expor as suas preocupações, o que foi anuído pelos protestantes. (LANCEMZ) 

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