A 49.ª edição do Campeonato Nacional de Futebol, vulgarmente designado por Moçambola 2026, arranca este sábado, 2 de Maio, na cidade da Maxixe. Foram longos meses de espera desde o término da prova anterior, que terminou sem que todas as jornadas fossem concluídas — isto em Dezembro de 2025 — até Maio do corrente ano. A bola vai começar a rolar sem que existam garantias financeiras claras, sem um calendário completo para além da primeira jornada e muito menos um regulamento aprovado. A prova será disputada no sistema de todos contra todos, mas com jornadas emparelhadas para minorar os custos do transporte aéreo. Apesar deste cenário pouco animador, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, assegura que estão criadas as condições para que a competição decorra sem sobressaltos do princípio ao fim.
Por Alfredo Júnior
Justamente para aferir as condições existentes para a realização da prova, o Governo, através do Ministério da Juventude e Desportos (MJD), a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol reuniram-se na última quarta-feira, 29 de Abril, tendo Alberto Simango Júnior considerado o encontro como sendo de rotina.
“Não viemos apresentar garantias, viemos afirmar que há segurança no trabalho que tem sido feito em conjunto. Trabalhamos também em parceria com o próprio Governo e, face às diligências efectuadas, informámos que existem garantias para que todas as partes possam trabalhar, de modo a que o Moçambola comece e termine sem qualquer tipo de perturbação”, disse Simango à saída do encontro.
ACORDO COM LAM
Simango reiterou que já existe um acordo firmado com as Linhas Aéreas de Moçambique para assegurar o transporte aéreo das caravanas do Moçambola durante 10 jornadas.
“Está tudo bem encaminhado, tanto que o Lichinga já voou para a cidade de Maputo, de passagem para Maxixe, para o jogo inaugural. Portanto, tudo o que foi dito vai concretizar-se e existem garantias para que as restantes jornadas decorram sem sobressaltos, com o financiamento de diversos parceiros”, afirmou o presidente da LMF.
Na última segunda-feira, 27 de Abril, teve lugar um encontro entre a Liga e os clubes, no qual chegou a ser ponderada a adopção de um modelo regional. No entanto, houve um volte-face e o modelo clássico será mantido. Ainda assim, persistem dúvidas quanto à organização das jornadas, uma vez que o sorteio realizado foi contestado pelos clubes.
Sobre esta questão, Simango assegurou que se está a trabalhar para resolver as inquietações.
“Os mesmos clubes que desenharam o modelo, juntamente com a direcção da Liga Moçambicana de Futebol, estão neste momento a trabalhar nas correcções necessárias para que o sorteio seja útil e sirva os interesses de todos os participantes, sem prejudicar qualquer clube, tanto do ponto de vista financeiro como desportivo. Muito brevemente teremos o sorteio corrigido, que será submetido à aprovação dos clubes, e seguiremos com as jornadas de forma sequencial e com o emparelhamento de jogos, como pretendemos. Houve, de facto, um plano C, mas concluiu-se que o modelo inicialmente trabalhado é o ideal. Assim, é este modelo que será utilizado nesta época”, explicou.
PROVA ARRANCA SEM REGULAMENTO
Simango desvalorizou ainda o facto de a competição arrancar sem que seja conhecido o regulamento da prova, sobretudo tendo em conta que o modelo deste ano apresenta alterações, nomeadamente com jornadas emparelhadas.
“Este ano vamos iniciar o Moçambola sem a realização prévia da Assembleia Geral, o que não é habitual. Contudo, devido a contingências diversas, não foi possível conciliar agendas com os clubes. Comunicámos a situação, e os clubes aceitaram o arranque da competição nestas condições. Legalmente, podemos recorrer aos instrumentos da época passada, uma vez que envolvem os mesmos clubes, enquanto decorre a competição. Mais adiante, realizaremos a Assembleia Geral para aprovar todos os instrumentos, sem prejuízo para as partes envolvidas”, concluiu Simango. (LANCEMZ)











