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Árbitros moçambicanos recebem insígnias da FIFA e reforçam presença internacional

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A Federação Moçambicana de Futebol procedeu, na manhã desta sexta-feira, 20 de fevereiro, à entrega oficial de insígnias da FIFA a 22 árbitros nacionais, numa cerimónia realizada em parceria com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol. O acto visa habilitar formalmente os árbitros moçambicanos a dirigir partidas internacionais nas diferentes modalidades.

 

Por Vanildo Polege e Luís Muianga (Fotos)

 

“A integração de 22 nomes na lista de árbitros internacionais da FIFA para o ano de 2026 é um reconhecimento da competência, do rigor e da evolução estrutural do nosso quadro técnico de arbitragem. Ao ostentarem este símbolo no vosso uniforme durante o ano de 2026, deixam de representar apenas a vossa carreira individual para passarem a carregar a bandeira de Moçambique além-fronteiras. Vocês são os nossos embaixadores nas competições da CAF e da FIFA, e a vossa actuação deve reflectir a integridade do nosso futebol.”

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Um dos momentos de maior destaque foi a inclusão de Arsénio Marrengula no quadro de vídeo-árbitros, pela primeira vez na história da arbitragem nacional, reforçando a presença moçambicana numa área cada vez mais determinante no futebol moderno.

 

“Para mim é um marco histórico. Não é fácil ser sempre o primeiro, mas isto é fruto do trabalho que a federação vem desenvolvendo, em especial a minha região, a COSAFA, que tem evoluído bastante nestes anos. O facto de ser o primeiro é algo muito especial e espero servir de referência para os árbitros mais novos. Comecei a abrir caminho e acredito que, nos próximos anos, outros poderão ostentar o emblema de Match Official como vídeo-árbitros assistentes.”

 

Francisco Machel sublinhou que integrar o grupo de árbitros habilitados pela FIFA abre portas, mas exige consistência.

 

“Estar na lista da FIFA significa carregar a responsabilidade de representar o país com integridade, competência e profissionalismo.”

 

Já os árbitros certificados manifestaram o compromisso do grupo em honrar a distinção.

 

“O percurso não é fácil, sobretudo sendo mulher, mas sinto-me honrada e determinada a representar o país juntamente com os meus colegas. Estou grata por fazer parte desta nova família de árbitros internacionais e continuarei a desempenhar o meu trabalho com zelo e ética.”

 

“Queremos reiterar o nosso compromisso de servir o futebol. Acresce a responsabilidade de que, para representarmos o país além-fronteiras, primeiro temos de apresentar bons resultados internamente”, apontou Simões Guambe.

 

Por fim, Francisco Machel falou ainda dos atrasos nos pagamentos dos subsídios à arbitragem referentes às competições de 2025.

 

“Neste momento temos alguns subsídios em atraso desde o ano passado, referentes às competições nacionais. Há um trabalho que estamos a desenvolver, desde o ano passado, entre a direcção máxima da Federação Moçambicana de Futebol e a Liga, no sentido de se proceder à liquidação desses valores. A Liga reconhece a situação e espera-se que brevemente os subsídios sejam regularizados.”

 

Durante a cerimónia foi igualmente apresentado o novo equipamento oficial da arbitragem para a época de 2026, simbolizando uma nova etapa na modernização do sector, que conta com 16 árbitros de futebol de onze (dos quais seis são mulheres), três de futsal, três de futebol de praia e ainda Arsénio Marrengula, que recebeu também a insígnia de vídeo-árbitro. (LANCEMZ)

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