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Árbitros de “elite” ameaçam não apitar Moçambola 2026 por falta de pagamento de dividas de 2025

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Numa altura em que persistem as incertezas quanto ao arranque da principal prova futebolística do país, o Moçambola volta a estar no centro das atenções, desta vez envolvendo os árbitros, que exigem o pagamento de valores em atraso por parte da Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Em causa está uma dívida estimada em cerca de seis milhões de meticais, referente aos serviços prestados pelos árbitros de “elite” durante a segunda volta da época 2025. Perante esta situação, os homens do apito ameaçam não assegurar a arbitragem da edição de 2026 da competição. Os mesmos já endereçaram um ofício à Liga Moçambicana de Futebol, com conhecimento da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) condicionando o exercício das suas funções ao pagamento integral da dívida.

Por Artur Manhique

Esta não é a primeira vez que o assunto vem a público. No final de Fevereiro, durante a cerimónia de entrega das insígnias FIFA aos árbitros com licenças internacionais renovadas, o presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, revelou que estavam em curso negociações com a LMF para a regularização dos valores em atraso, assegurando que os pagamentos seriam efectuados em breve.

“Neste momento, de facto, temos alguns subsídios de árbitros em atraso desde o ano passado, referentes ao Moçambola, e há um trabalho que está a ser feito neste momento entre a estrutura máxima da Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol, no sentido de se procurar liquidar estes atrasos. Portanto, é um trabalho em curso; a Liga reconhece a situação e acredita-se que, brevemente, os valores serão liquidados”, explicou Machel.

SIMANGO RECONHECE DIVIDA

Na mesma altura, o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, também reagiu à polémica, garantindo, em conferência de imprensa, que a instituição estava a trabalhar para liquidar a dívida.

“Nós estamos tranquilos em relação aos subsídios; trata-se de uma situação normal. No ano passado, pagámos integralmente a primeira volta e, quanto à segunda volta, como sabem, não chegou ao fim, tendo sido cumprida apenas uma parte. Portanto, reconhecemos que há algum atraso”, afirmou o dirigente da LMF.

Simango considerou que a situação está sob controlo e entende que as reclamações dos árbitros devem ser direccionadas directamente à entidade responsável pelo pagamento, evitando o recurso a terceiros. Sublinhou ainda que a LMF tem cumprido os seus compromissos e garantiu que a resolução do problema está ao seu alcance.

SITUAÇÃO CONFORTÁVEL

“É uma situação confortável do nosso ponto de vista. Entendemos que, se nós, enquanto Liga, somos os devedores, então as reclamações devem ser dirigidas a quem vai efectivamente pagar, não havendo necessidade de recorrer a outras instâncias. Infelizmente, tem sido recorrente que, perante situações de dívida, algumas pessoas procurem terceiros para apresentar reclamações, o que acaba por não esclarecer o problema. Ainda assim, sempre honrámos os nossos compromissos. Portanto, é uma situação que está ao nosso alcance resolver”, completou Alberto Simango Júnior.

Recorde-se que o Moçambola 2026 continua sem data prevista para o seu arranque, devido à falta de acordo com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para o transporte das caravanas da principal prova futebolística da Pérola do Índico. (LANCEMZ)

 

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