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Moçambola 2023 com seis Ferroviários e apenas duas equipas sem apoio estatal

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Já são conhecidas as 12 equipas que vão disputar o Campeonato Nacional de Futebol do próximo ano, Moçambola 2023. Da lista das formações apuradas para mais importante competição futebolística do país, o destaque vai para a presença de seis clube Ferroviários, nomeadamente o de Maputo, Beira, Nampula, Lichinga, Nacala e o de Quelimane, este último que assegurou a sua qualificação para a prova no último domingo.

 

Por Alfredo Júnior e Sérgio Sitóe (Fotos)

 

É um caso raro no mundo do futebol e o facto tornará na competição como das poucas, se não a única, que conta com a participação de tao elevado número de equipas que tem o mesmo patrono, neste caso a empresa pública CFM – Portos de Caminhos de Ferro de Moçambique.

 

Assim, o Moçambola 2023 poderá ser confundido como sendo o “MoçaFerroviários”, dado que metade de clubes que nela vai participar ostenta este nome, sendo esta a primeira vez que o Campeonato Nacional de Futebol contará com elevado número de clubes “locomotivas”.

 

 Reagindo a este facto, o Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, considerou que “teremos um campeonato competitivo, visto nesta final da Taça de Moçambique que foi entre Ferroviários e ganhou o de Maputo que foi o melhor”.

 

“Neste domingo tivemos a confirmação de que teremos seis ferroviários no Moçambola, penso que o campeonato vai ser competitivo, penso que não haverá nenhuma influência nos resultados e penso que o que vai prevalecer sempre será a verdade desportiva”, comentou Ananias Couana.

 

BLACK BULLS E BAÍA DE PEMBA ÚNICOS SEM APOIO ESTATAL

 

Com as ascensão do Ferroviário de Quelimane ao Moçambola, a prova terá dez clubes com apoio de empresas ou instituições públicas/estatais, sendo seis que conta com o apoio financeiro dos CFM, um que conta com dinheiro que vem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (União Desportiva do Songo), outro que conta com fundos da ENH- Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Associação Desportiva de Vilanculo, ex-ENH FC), uma que é suportada pelo Ministério da Defesa (Matchedje de Maputo) e outra que é detida pela Electricidade de Moçambique (Costa do Sol).

 

Apenas a Associação Black Bulls (cujo patrono é o empresário Junaid Lalgy, proprietário da Transportes Lalgy) e o Baía de Pemba FC (que vive do apoio dos seus sócios e esporadicamente com o patrocínio da Montepuez Ruby Minning) é que não contam com o apoio financeiro do sector empresarial ou instituições do Estado.

 

MOÇAMBOLA 2023 ARRANCARÁ EM MARÇO

 

O Presidente da LMF aproveitou a ocasião para desfazer equívocos, reafirmando que o Campeonato Nacional de Futebol do próximo ano “terá 12 equipas, o nosso sonho foi sempre ter mais clubes, mas neste momento não temos as condições logísticas e financeiras para aumentarmos o número de equipas, para podermos voltar aos anteriores 14 ou 16 clubes participantes na prova”.

 

foi confirmada a ascensão do Matchedje de Maputo (Zona Sul), Ferroviário de Quelimane (Zona Centro) e Baía de Pemba FC (Zona Norte), ocupando a vaga dos três que foram despromovidos, o que se pretende é que os clubes se preparem da melhor forma, principalmente na questão do licenciamento quando estivermos a iniciar a próxima época”.

 

Em relação a data do arranque da competição, Ananias Couana referiu que a perspectiva é que a prova “inicie no mês de Março, entre meados e finais desse mês”, sendo que a Liga já iniciou com as acções tendentes a garantir os meios financeiros e logísticos para a realização desta prova. (LANCEMZ)

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