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Ferroviário de Maputo repudia arbitragem de elite de Alvação e Afito

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O jogo Baía de Pemba - Ferroviário de Maputo continua a fazer correr muita tinta, não apenas por ter sido a terceira derrota dos “locomotivas” de Maputo no Moçambola 2024, mas, sobretudo, pelas incidências do jogo que culminaram com fortes contestações à arbitragem de Paulo Afito que prosseguem, inclusive, nas redes sociais.

Por Alfredo Júnior 

Com efeito, a arbitragem de Paulo Afito ( que é da Comissão Provincial de Árbitros de Nampula), que teve como 1º auxiliar Nelsa Jeque e 2º Auxiliar: Macário Gaveto (ambos de Nampula), conta do ainda como 4º árbitro Chabane Wissu – (de Cabo Delgado) e Hamito Romão (Assessor dos Árbitros) teve muitas situações que deixaram os “locomotivas” com os nervos à flor da pele, motivando a submissão de uma carta de repúdio à Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF).

 

O Ferroviário de Maputo queixa-se do facto de o árbitro e o 1º auxiliar terem tirado um golo limpo assinalado por Amâncio “Neymar” Canhemba por um fora-de-jogo que aos olhos dos “locomotivas” não existiu. Aliás, as imagens televisivas desse lance circulam nas redes sociais suscitando muitos comentários críticos a actuação da equipa de arbitragem.

 

Por outro lado, na sua nota de repúdio os “locomotivas” denunciam a atitude do árbitro que permitiu o anti-jogo do adversário caracterizado por agressões sucessivas aos seus atletas, para além de ter passado largos períodos a intimidar os componentes do banco técnico da equipa que de verde-e-branco.

 

O Ferroviário de Maputo refere que a equipa de arbitragem cometeu “um erro gravíssimo de avaliação e de interpretação às leis do jogo, pois impediu a realização da substituição no terceiro momento conforme o previsto no comunicado oficial nr° 07/FMF/D/2024, transcrições sob a lei de jogo, lei 3 substituições”, sendo que o “quarto árbitro e o Delegado do jogo, Chabane Wissu e Saha Saíde fizeram mea-culpa, alegando reconhecer o erro inicial que impediu a realização da substituição”, denunciando ainda que “o Delegado do jogo, Sr. Saha Saíde,apelou ao delegado do Ferroviário de Maputo para não reportar o episódio negativo ocorrido, em defesa da equipa de arbitragem na cabine dos árbitros”.

 

A nota de repúdio apresentada pelo Ferroviário de Maputo está também ligada aos acontecimentos do jogo Ferroviário de Maputo - Costa do Sol, em que os “locomotivas” de Maputo perderam por um a zero, em que queixam-se de terem sido prejudicados pela equipa de arbitragem chefiada por Celso Alvação, contando com Teófilo Mungoi (1º auxiliar) e Inocêncio Virgílio (2º auxiliar) enquanto Arão Júnior foi o Assessor dos Árbitros escalda para esta partida. 

 

“No jogo que opôs o Clube Ferroviário de Maputo (CFvM), ao Costa do Sol, proprietário do campo, aconteceram lances que prejudicaram o CFvM e, numa clara alusão aos penalties não assinalados, no primeiro e no segundo tempo”, escrevem os “locomotivas” acrescentando que “no minuto 38 da primeira parte, surgiu o caso mais polémico da partida que, resultou no único golo do Costa do Sol, antecedido de uma falta clamorosa em que o atleta adversário disputou a bola com o pé em riste perante o olhar impávido e sereno do juiz da partida; e fora de jogo mal assinalado ao atleta Celso Calisto, camisola nr° 6, num lance passível de ser concluído com êxito”.

 

FERROVIÁRIO DENUNCIA AGENDA OBSCURA DE O PREJUDICAR

 

Face a estes casos, o clube “locomotiva” apresenta junto a CNAF um repúdio e sublinha que “a presente classificação do Clube Ferroviário de Maputo está intrinsecamente ligada a erros sucessivos de arbitragem, indiciando para o CFvM de forma clara, uma agenda obscura e intencional de prejudicar o Clube”.

 

Os “locomotivas” exigem uma “rápida intervenção de quem de direito e restantes autoridades desportivas afins a este assunto preocupante, para a reposição da verdade desportiva” e acrescentando que “a atitude duvidosa de alguns juízes supostamente bem qualificados, avaliados e controlados a cada jornada, manchar e descredibilizar toda uma prova nacional e importante para os seus actores, o povo e o Governo, apenas por falta de qualidade propositada no seu desempenho”. (LANCEMZ)

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